A liberdade de imprensa a nível global atingiu o seu ponto mais baixo nos últimos 25 anos, segundo o relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgado esta quinta-feira. Este retrocesso é especialmente atribuído à crescente criminalização do jornalismo em várias partes do mundo. No contexto nacional, Portugal caiu dois lugares na classificação, passando do oitavo para o décimo lugar, com uma pontuação de 83,71 em 100, considerada “satisfatória”.
A Noruega mantém-se no topo da lista, sendo o único país a obter uma classificação de “excelente” com 92,72 pontos. Seguem-se os Países Baixos, Estónia, Dinamarca, Suécia e Finlândia. A situação em Portugal reflete uma tendência mais ampla, onde menos de 1% da população mundial beneficia de uma liberdade de imprensa considerada “boa”. Em 2002, esse número era de 20%. Atualmente, 52,2% dos países estão classificados como tendo uma situação “difícil” ou “muito difícil” em relação à liberdade de imprensa.
No fundo da tabela, encontramos países como a Arábia Saudita, Irão, China, Coreia do Norte e Eritreia, que ocupam as últimas posições. A Rússia, classificada em 172.º lugar, utiliza leis contra o terrorismo e extremismo para limitar a liberdade de expressão. O Níger, por sua vez, sofreu a maior queda em 2026, descendo 37 lugares para o 120.º, um reflexo da deterioração da situação na região do Sahel.
Na América Latina, muitos países também viram a sua posição piorar. O Equador, por exemplo, caiu 31 posições para o 125.º lugar, após o assassinato de jornalistas. O Peru, marcado por incidentes semelhantes, desceu 14 lugares, ficando em 144.º. A Argentina e El Salvador também registaram quedas significativas devido a pressões sobre a imprensa por parte dos seus líderes.
Apesar das dificuldades, a Colômbia destacou-se ao subir 13 posições, embora ainda ocupe um modesto 102.º lugar. O Brasil, por outro lado, melhorou a sua classificação, passando do 63.º para o 52.º lugar. A situação da liberdade de imprensa continua a ser uma preocupação global, e a descida de Portugal para o décimo lugar sublinha a necessidade de vigilância e proteção dos direitos dos jornalistas.
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Fonte: ECO





