O sistema de recolha de garrafas e latas, conhecido como Volta, anunciou uma redução significativa na sua meta de recolha para o ano de 2026. Em vez dos 70% inicialmente previstos, a nova meta será de apenas 40%. Esta decisão foi justificada pela entidade responsável, que alega que o ajuste é proporcional ao tempo em que o sistema está em funcionamento, uma vez que não começou a operar no início do ano e ainda está a passar por um período de transição.
A informação sobre a nova meta foi divulgada pelo Público, que teve acesso ao “primeiro aditamento às condições da licença para a gestão de um Sistema de Depósito e Reembolso”. Leonardo Mathias, presidente da SDR, tinha anteriormente afirmado que o compromisso era de 70% de recolha em 2026, 80% em 2027 e 90% em 2029. Contudo, a SDR Portugal confirmou agora que a meta de 70% foi ajustada para 40% até 31 de dezembro de 2026. As metas para os anos seguintes permanecem inalteradas.
O sistema Volta começou a operar a 10 de abril de 2026, e está previsto um período de transição até 9 de agosto de 2026. Durante este tempo, as embalagens com o código de barras comum serão gradualmente substituídas por aquelas que permitem a devolução através das máquinas Volta. Apenas a partir de 10 de agosto de 2026, todas as embalagens abrangidas estarão incluídas no sistema.
O Ministério do Ambiente também confirmou a justificação apresentada pela SDR, afirmando que a meta de 70% era válida para um período de 12 meses, mas como o sistema só começou a funcionar em abril, a meta de 40% reflete cinco meses de operação. Assim, a tutela considera que não houve uma redução real das metas de recolha da Volta.
No entanto, a SDR Portugal não forneceu informações sobre os resultados obtidos até agora em termos de recolha ou sobre o número de embalagens com o código Volta disponíveis nas prateleiras em abril. Esta falta de dados levanta questões sobre a eficácia do sistema e a adesão do público.
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Fonte: ECO





