Um recente estudo do Barómetro “Preparação da Reforma”, realizado pela Católica-Lisbon em parceria com o Doutor Finanças, revela que os jovens portugueses estão a poupar mais para a reforma do que os seus compatriotas mais velhos. Contrariando a crença de que a preocupação com o futuro financeiro aumenta com a idade, os dados mostram que cerca de um terço dos jovens entre os 18 e os 24 anos coloca de parte mais de 10% do seu rendimento mensal para este fim. Este valor é quase idêntico ao dos jovens na faixa etária dos 25 aos 35 anos, onde 32% afirmam fazer o mesmo.
Por outro lado, a situação é bem diferente entre os mais velhos. Um terço das pessoas com idades entre os 55 e os 64 anos não poupa nada para a reforma. Entre os maiores de 65 anos, menos de metade realiza qualquer tipo de poupança, e apenas 17% consegue poupar mais de 10% do rendimento mensal. Esta tendência evidencia uma queda significativa na capacidade de poupança à medida que as pessoas envelhecem.
Apesar de se esperar que os rendimentos aumentem com a idade, o estudo indica uma redução progressiva da poupança a partir dos 35 anos. Esta diminuição pode estar relacionada com o aumento dos encargos familiares e domésticos que muitas pessoas enfrentam nesta fase da vida.
Os jovens também demonstram um pessimismo em relação ao futuro das pensões. Quase metade dos inquiridos acredita que a Segurança Social não conseguirá garantir reformas adequadas. Quando questionados sobre a sufficiência da futura pensão para manter o estilo de vida atual, 70% dos jovens entre os 25 e os 34 anos responderam negativamente. Esta desconfiança é ainda mais acentuada entre os jovens de 35 a 44 anos, onde 63% partilham a mesma opinião. Em contraste, apenas 38% dos inquiridos com mais de 65 anos expressam esse receio, mostrando um otimismo relativamente maior.
Embora a maioria dos inquiridos afirme que está a poupar para complementar a reforma, a periodicidade com que o fazem varia bastante. Cerca de 34% poupa mensalmente, 25% faz isso de forma irregular, e 31% não poupa de todo. A falta de rendimento é apontada por 52% dos inquiridos como o principal obstáculo à poupança, seguido pela falta de prioridade (20%) e falta de disciplina (5%).
Os dados deste estudo sublinham a importância de começar a pensar na poupança para a reforma desde cedo. Apesar de muitos jovens mostrarem uma atitude prudente, 31% concordam que têm tempo para pensar na reforma mais tarde. No entanto, 60% dos jovens entre os 25 e os 35 anos rejeitam essa ideia, evidenciando uma consciência crescente sobre a importância do planeamento financeiro.
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Fonte: Doutor Finanças





