Precariedade no trabalho preocupa Presidente da República

No Dia do Trabalhador, António José Seguro, Presidente da República, expressou a sua preocupação com a precariedade laboral que se instalou em muitos contratos e na vida de muitos trabalhadores. O Chefe de Estado sublinhou que o momento atual é marcado por “muitas inquietações”, incluindo as guerras em curso na Europa, a desaceleração económica e o aumento do custo de vida.

Na sua mensagem, António José Seguro afirmou que a dignidade do trabalho é fundamental para a dignidade humana e que o 1.º de Maio deve ser visto como uma afirmação dessa dignidade. “É através do trabalho que cada um de nós constrói a sua vida e contribui para a comunidade”, destacou.

O Presidente da República referiu ainda que a precariedade laboral não é uma inevitabilidade, mas sim uma questão que deve ser enfrentada com organização e luta por direitos. “A história ensina que a resignação nunca foi a resposta. O que construiu sociedades mais justas foi a exigência e a luta”, afirmou, lembrando que os desafios actuais, embora novos na forma, são familiares na essência.

António José Seguro também mencionou a influência da tecnologia no mercado de trabalho, referindo que a inteligência artificial e a robótica estão a transformar o sector a uma velocidade sem precedentes. A precariedade laboral, segundo ele, não deve ser vista como uma lei da natureza, mas sim como um problema que pode e deve ser resolvido.

O Chefe de Estado terminou a sua mensagem a reconhecer o trabalho dos portugueses e a reafirmar a sua determinação em não aceitar que quem trabalha não consiga viver com dignidade. “Esta Presidência nunca estará indiferente às vossas causas”, garantiu.

Este Primeiro de Maio ocorre num contexto de debate sobre uma reforma da lei do trabalho, que o Governo pretende implementar. Apesar das negociações que já duram há nove meses, a UGT expressou desconforto com várias propostas, incluindo mudanças nos despedimentos e no banco de horas. António José Seguro já avisou que vetaria a reforma se não houver um acordo na Concertação Social, apelando ao diálogo entre as partes envolvidas.

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Leia também: O impacto da reforma laboral na precariedade.

precariedade laboral precariedade laboral Nota: análise relacionada com precariedade laboral.

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Fonte: ECO

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