Fintechs devem integrar IA de forma responsável para prosperar

O setor financeiro está a passar por uma fase de maturidade digital, onde a confiança e a colaboração entre diferentes intervenientes são fundamentais para o sucesso. Segundo Ulugbek Suyumov, CFA e responsável pelos Serviços Financeiros da Capgemini Portugal, este ano será marcado pela consolidação das fintechs, com um foco crescente em sustentabilidade financeira, eficiência e impacto real nos negócios. As fintechs que se destacarem serão aquelas que conseguirem integrar a inteligência artificial (IA) de forma responsável e que operem em plataformas abertas, oferecendo propostas claras tanto para os bancos como para os clientes finais.

A regulação continua a ser um elemento central que molda o setor, enfatizando a importância da confiança. Suyumov prevê que o futuro trará menos entusiasmo superficial e mais execução consistente, orientada por dados e valor mensurável. Neste contexto, o papel das Big Techs, que atuam como plataformas financeiras, torna-se cada vez mais relevante. Estas empresas estão a redefinir as expectativas dos consumidores em termos de simplicidade e personalização, pressionando o setor financeiro a evoluir.

Apesar dos avanços, muitas fintechs ainda não exploraram totalmente o potencial da IA nas suas operações. Existem áreas significativas, como a gestão de risco, a deteção de fraude e a personalização de serviços, que permanecem por explorar. Suyumov destaca que a confiança, tanto a nível regulatório como por parte dos consumidores, é uma oportunidade estratégica e um fator decisivo para a adoção e escalabilidade das soluções fintech.

É importante distinguir entre os diferentes tipos de fintechs. Algumas, devido à sua dimensão, competem diretamente com os bancos tradicionais, enquanto a maioria se posiciona numa camada tecnológica mais próxima do cliente. Estas fintechs oferecem respostas rápidas a necessidades específicas e soluções personalizadas, funcionando como parceiros dos bancos e assegurando um ecossistema regulado e seguro. Nuno Breda, cofundador da Ifthenpay, explica que estas fintechs apostam na agilidade tecnológica, interfaces intuitivas e preços transparentes, facilitando a integração de métodos de pagamento.

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A IA está a transformar as fintechs em várias dimensões, desde a deteção de fraude em tempo real até à personalização de produtos financeiros. Para as fintechs que nascem digitais, a IA não é apenas uma camada adicional, mas uma vantagem competitiva. O desafio, segundo Breda, não é adotar a IA, mas fazê-lo de forma responsável e em conformidade com a regulação europeia, como o AI Act.

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Fonte: Sapo

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