O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou hoje no Porto que a Guarda Nacional Republicana (GNR) está bem equipada para enfrentar contextos de elevada exigência operacional. Durante as cerimónias que assinalaram os 115 anos da GNR, o ministro elogiou as unidades especializadas da força, que demonstram uma capacidade robusta de intervenção e um elevado nível de profissionalismo.
Luís Neves sublinhou que a GNR tem sabido evoluir ao longo da sua história, adaptando-se às exigências de cada época sem perder a sua identidade. “A GNR é uma força que acompanha a história contemporânea do país”, afirmou, destacando a importância da sua presença contínua e única no território nacional. Esta presença é especialmente relevante em áreas mais remotas, onde a GNR é frequentemente o primeiro e, por vezes, o único contacto visível do Estado.
O ministro enfatizou que a confiança nas forças de segurança é construída através da regularidade do contacto com as comunidades. “A relação de proximidade da GNR tem uma dimensão profundamente humana”, disse Neves, referindo-se ao acompanhamento de idosos isolados e à identificação de situações de fragilidade social que requerem intervenção. A capacidade da GNR de conhecer o território e as pessoas é fundamental para uma atuação eficaz.
Luís Neves expressou a sua gratidão pela presença do Presidente da República nas celebrações, considerando-a um reconhecimento institucional significativo. O Presidente António José Seguro também elogiou o trabalho da GNR, destacando o seu papel na segurança nacional, especialmente durante os incêndios de agosto do ano passado. Contudo, condenou as agressões a militares da GNR, considerando-as um sinal de erosão da sociedade democrática.
O Comandante-Geral da GNR, Rui Veloso, alertou para a necessidade de uma visão estratégica e determinação para enfrentar novos desafios, como redes criminosas e desinformação. A segurança em Portugal, segundo Veloso, não é algo garantido e requer constante vigilância e adaptação.
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Fonte: Sapo





