O Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) vai receber um investimento de aproximadamente 36 milhões de euros, com o objetivo de aumentar a sua autonomia energética e melhorar a redundância da rede. Esta informação foi divulgada por uma fonte do setor, à medida que um grupo de trabalho interministerial apresenta as propostas de um estudo sobre a evolução do sistema.
O grupo, criado pelo Governo há cerca de um ano, apresentou ao Ministério da Administração Interna (MAI) um total de 33 recomendações. Estas visam reforçar as capacidades do SIRESP, introduzindo novas funcionalidades que aumentem a robustez e a resiliência da rede. O investimento previsto deverá ser implementado ao longo de 18 meses.
O foco deste investimento no SIRESP é consolidar as capacidades existentes e, ao mesmo tempo, introduzir melhorias que garantam uma resposta eficaz em situações de emergência. Este esforço surge na sequência de falhas do sistema, como o apagão ocorrido em abril do ano passado, que evidenciaram a necessidade de um sistema mais robusto e fiável.
O programa “Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência” (PTRR) inclui uma reforma do SIRESP, que visa modernizar a rede, melhorar a cobertura territorial e integrar o sistema com outras redes de emergência e proteção civil. Além disso, está previsto dotar todas as juntas de freguesia com um telefone SIRESP, aumentando assim a acessibilidade e a eficácia nas comunicações em situações críticas.
Recentemente, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que as alterações na rede SIRESP serão visíveis já neste verão, com a introdução de mais equipamentos, retransmissores e canais de comunicação dedicados. A rede SIRESP, que serve mais de 40.000 utilizadores e processa anualmente mais de 35 milhões de chamadas, tem sido alvo de críticas desde a sua criação, especialmente após as falhas no combate aos incêndios em 2017 e os problemas enfrentados durante a tempestade Kristin em janeiro.
As propostas do estudo serão apresentadas pelo ministro da Administração Interna e pelo coordenador da equipa técnica responsável pela substituição do SIRESP. Este investimento é um passo importante para garantir que o sistema de comunicações de emergência em Portugal esteja preparado para enfrentar desafios futuros.
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Fonte: ECO





