Taiwan defende direito a visitas de Estado após viagem a Essuatíni

O Presidente de Taiwan, William Lai Ching-te, afirmou que é um direito fundamental dos países realizar visitas de Estado. Esta declaração ocorreu após o seu regresso de uma viagem de três dias ao reino africano de Essuatíni, uma visita que, segundo Taipé, foi alvo de tentativas de bloqueio por parte da China.

Lai tinha inicialmente programado a sua visita a Essuatíni para março, mas foi forçado a cancelar devido à pressão exercida por Pequim. O governo de Taiwan relatou que a China tentou impedir a viagem, pressionando os países Seychelles, Maurícias e Madagáscar a revogar as autorizações de voo, o que impediu Lai de atravessar os seus espaços aéreos.

Embora Pequim não tenha confirmado as suas ações, agradeceu aos países pelo apoio ao princípio de “uma só China”. Em resposta, os Estados Unidos descreveram a situação como uma “campanha de intimidação” por parte da China, uma acusação que foi rejeitada pelo ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, que considerou as afirmações como “infundadas”.

William Lai finalmente conseguiu realizar a sua visita, chegando a Mbabane, a capital de Essuatíni, a 2 de maio, a bordo do avião do rei Mswati III. A visita tinha como objetivo celebrar o 40.º aniversário da ascensão ao trono do monarca e o seu 58.º aniversário, além de discutir acordos de cooperação nas áreas económica, agrícola, cultural e educativa.

“Tal como sair para visitar amigos, este é um direito básico de todos os países”, afirmou Lai ao regressar a Taipé. Ele acrescentou que a viagem, que enfrentou obstruções, demonstrou a determinação do povo taiwanês em ser parte do mundo.

A China considera Taiwan como parte do seu território e não descarta a possibilidade de retoma pela força. Além disso, Pequim proíbe os países que mantêm relações diplomáticas com ela de estabelecer laços formais com Taipé.

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Lai expressou a sua gratidão à vice-primeira-ministra de Essuatíni, Thulisile Dladla, que acompanhou a delegação taiwanesa durante a visita, pelo seu papel em garantir uma “viagem de ida e volta tranquila”. Dladla tinha visitado Taiwan no final de abril.

“As ações de Taiwan mostram que a verdadeira demonstração de poder de um país não está em fazer com que os outros se submetam, mas em trazer prosperidade a todos”, concluiu Lai.

Leia também: A importância das relações diplomáticas para Taiwan.

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Fonte: Sapo

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