O Bison Bank acaba de lançar a primeira stablecoin portuguesa, a Bison Bank Electronic Money Token, que promete revolucionar as transferências e pagamentos internacionais. Com a emissão inicial de cinco milhões de tokens, a stablecoin estará indexada ao euro (EUB) e ao dólar (USB), facilitando transações mais rápidas e económicas.
António Henriques, CEO do Bison Bank, explica que a stablecoin visa simplificar o processo de transferências internacionais, que atualmente pode ser moroso e custoso. “Se quiser transferir dólares de Portugal para Singapura, não sei quando a outra pessoa vai receber, nem quanto me vai custar a transferência”, afirma Henriques. A introdução da stablecoin portuguesa pretende resolver precisamente esses problemas, permitindo que bancos e entidades reguladas realizem transferências sem intermediários.
Na prática, a stablecoin reduz o número de intermediários de quatro para dois, o que se traduz em custos mais baixos para os clientes. Por exemplo, se um utilizador quiser transferir 10 dólares, poderá fazê-lo através do homebanking do seu banco, que, em vez de enviar dólares, transferirá a stablecoin para o banco receptor em Singapura. Este, por sua vez, converte a stablecoin em dólares, simplificando o processo.
O Bison Bank, que foi anteriormente um banco de investimento do Banif, está a trabalhar para que outras instituições financeiras adoptem a Bison Bank Electronic Money Token. “A partir de hoje, vamos começar a promover as características desta stablecoin, que introduz uma camada de segurança e conecta o sistema bancário tradicional ao mundo dos ativos digitais”, destaca Henriques.
A emissão de cinco milhões de tokens representa uma paridade de cinco milhões de euros, o que é fundamental para a credibilidade da stablecoin. De acordo com o regulamento MiCA, cada token terá sempre uma equivalência com a moeda que representa, garantindo que um token vale sempre um euro ou um dólar.
Do ponto de vista regulatório, a stablecoin já recebeu a aprovação do Banco de Portugal, num momento em que o Bison Bank está a licenciar-se para se tornar o primeiro criptobanco em Portugal. “É crucial alinhar-se com os reguladores ao inovar no sistema financeiro”, sublinha o CEO.
Henriques acredita que outros bancos portugueses poderão seguir o exemplo do Bison Bank. “Gostava muito que Portugal continuasse a estar na linha da frente. Para mim, quanto mais tarde os bancos entrarem, melhor”, conclui com um sorriso.
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Fonte: ECO





