Renováveis podem reduzir fatura da luz até 636 euros em 2024

Um estudo recente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) revela que as energias renováveis poderão levar a uma redução da fatura anual da eletricidade das famílias em até 636 euros em 2024. Este impacto positivo resulta da integração de energia renovável de custo marginal reduzido no Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel), que gerou poupanças acumuladas de quase 42 mil milhões de euros entre 2018 e 2025.

O estudo, desenvolvido pela EY-Parthenon e apresentado em Lisboa, destaca que, além da diminuição das despesas com eletricidade, as energias renováveis também poderão contribuir com 5,34 mil milhões de euros para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2024, representando mais de 1% da economia de Portugal. Este valor coloca o setor das energias renováveis em uma posição comparável a setores tradicionais, como o agroalimentar, com a energia eólica e hídrica a serem as principais responsáveis pelo impacto positivo.

A APREN prevê que o contributo das energias renováveis para o PIB possa crescer mais de 370% até 2040, atingindo 32,2 mil milhões de euros por ano, caso sejam superados os obstáculos ao desenvolvimento do setor. Entre esses desafios, o estudo menciona a necessidade de melhorias nas condições estruturais, como o licenciamento, o investimento em redes e a capacidade de armazenamento.

O setor das energias renováveis também tem demonstrado um crescimento significativo no emprego, com um aumento de 224% no número de postos de trabalho desde 2014 e 121% entre 2021 e 2024. As previsões até 2040 indicam um crescimento superior a 400% na criação de empregos e uma subida de 29% no salário médio.

Além disso, a APREN aponta que a receita de IRS associada ao setor cresceu 17% entre 2023 e 2024 e poderá aumentar cerca de 500% até 2040, caso o desenvolvimento continue de forma favorável. A produção de energias renováveis também tem contribuído para a redução da dependência de combustíveis fósseis, gerando uma poupança média anual de cerca de 2,4 mil milhões de euros nos últimos anos.

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No entanto, a coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, Susana Serôdio, alerta que este futuro não está garantido. É necessário um compromisso político, a simplificação de processos e investimentos estruturantes para que Portugal possa aproveitar esta oportunidade. “As energias renováveis são hoje um ativo estratégico, não apenas pela resposta às alterações climáticas, mas pelo seu impacto direto na economia e no rendimento das famílias”, afirma Susana Serôdio.

Leia também: O futuro das energias renováveis em Portugal.

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Fonte: ECO

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