O presidente do Grupo José de Mello, Salvador de Mello, manifestou-se a favor da reforma laboral proposta pelo Governo, considerando que esta poderá ser um fator importante para o aumento da produtividade em Portugal. Durante um almoço da ACEGE, a Associação Cristã de Empresários e Gestores, Salvador de Mello afirmou que “tudo o que contribua para o aumento da produtividade em Portugal e para facilitar um maior emprego a prazo é benéfico”.
Embora o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho tenha gerado preocupação, o líder do Grupo José de Mello garantiu que não prevê despedimentos devido à introdução desta tecnologia. Contudo, reconheceu que o número de contratações poderá ser inferior. “As nossas empresas continuam a crescer muito e, portanto, talvez no crescimento possamos empregar menos pessoas por substituição de tecnologia. Mas despedir pessoas, não antecipamos isso”, disse.
Atualmente, as negociações entre os parceiros sociais sobre a reforma da lei do trabalho estão na fase final. Uma reunião plenária da Concertação Social está agendada, podendo ser a última oportunidade para chegar a um acordo. Os temas em discussão incluem o recurso ao outsourcing após despedimentos, o banco de horas individual e a formação contínua, entre outros. Independentemente do resultado das negociações, o processo seguirá para o Parlamento.
Salvador de Mello, que lidera um dos maiores grupos empregadores do país, com mais de 22 mil colaboradores, destacou a rapidez das transformações no mercado de trabalho. “A transformação é muito rápida e é impossível dizer como estará o mercado dentro de alguns anos”, afirmou. O gestor sublinhou a importância de conciliar a tecnologia com o elemento humano, defendendo que “a humanização é absolutamente crítica”.
Desde que assumiu a liderança do Grupo José de Mello em janeiro de 2021, Salvador de Mello tem enfrentado desafios significativos, incluindo despedimentos em empresas como a Lisnave e a Brisa. “Aquilo que menos gosto de fazer é ter que despedir pessoas, seja em larga ou pequena escala. É algo que não gosto, mas às vezes é necessário”, confessou.
Além disso, enfatizou a importância da humildade na gestão, alertando que o sucesso pode levar à vaidade, que considera perigosa. “A humildade é absolutamente essencial”, concluiu.
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Fonte: ECO





