Os preços do petróleo registaram um aumento próximo de 1% esta sexta-feira, impulsionados pelo recomeço de confrontos entre os Estados Unidos e o Irão. Esta escalada de tensões ameaça um cessar-fogo já fragilizado e coloca em risco a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito.
Os futuros do petróleo Brent subiram 1,06%, atingindo os 101,14 dólares por barril, enquanto os contratos do West Texas Intermediate avançaram 0,9%, para 95,66 dólares. Este aumento surge após um período de três dias de quedas, que se seguiu a notícias de que os EUA e o Irão estavam próximos de um acordo de paz que poderia pôr fim aos combates, embora deixasse questões mais complexas, como o programa nuclear iraniano, para discussão futura.
No entanto, os analistas do Deutsche Bank alertam que os mercados estão a reagir com cautela. “Os preços do petróleo recuaram devido às incertezas sobre a durabilidade do cessar-fogo entre os EUA e o Irão”, afirmaram. A situação agravou-se nas últimas horas, com os EUA a atacarem alvos no Irão após este ter disparado contra três navios de guerra norte-americanos no Estreito de Ormuz.
O ex-presidente Donald Trump também se pronunciou sobre a situação, afirmando na rede Truth Social que os EUA “atingirão o Irão com muito mais força e violência no futuro, se não assinarem o acordo rapidamente”. Apesar das tensões, os analistas do Deutsche Bank indicam que os mercados ainda não estão a prever o pior cenário possível. Trump, em entrevista à ABC News, referiu que “o cessar-fogo está a avançar e ainda está em vigor”, descrevendo os ataques dos EUA como uma “palmadinha de amor”.
No geral, os preços do petróleo continuam a ser influenciados por estas tensões geopolíticas, refletindo a fragilidade do mercado e a incerteza que o rodeia. Para os investidores, é crucial acompanhar a evolução desta situação, uma vez que pode ter um impacto significativo nos preços do petróleo nas próximas semanas.
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Fonte: ECO





