Conservadorismo da elite portuguesa atrapalha o país, diz Dalla Nora

O empresário Paulo Dalla Nora Macedo, conhecido pelo seu restaurante Cícero, localizado agora no Chiado, partilhou a sua visão sobre o conservadorismo da elite portuguesa, que considera ser um obstáculo ao progresso do país. O Cícero, que se mudou de Campo de Ourique para o Chiado no final do ano passado, reflete a ambição de Dalla Nora em oferecer uma experiência de alta cozinha, unindo arte e cultura brasileira.

Dalla Nora, natural de Pernambuco, Brasil, começou a sua carreira em Economia e passou por várias experiências internacionais antes de se estabelecer em Lisboa. O seu percurso inclui passagens por São Francisco, França, Suíça e Reino Unido, onde trabalhou na área de private equity e na privatização de infraestruturas brasileiras. A mudança para Portugal, em busca de um ambiente mais propício à inovação, foi motivada por uma série de fatores, incluindo a situação política no Brasil.

O empresário recorda um episódio marcante, quando recebeu o presidente brasileiro Lula da Silva para um almoço discreto no seu restaurante. Este encontro reforçou a ligação de Dalla Nora ao Brasil e à sua cultura, que se reflete na gastronomia do Cícero, onde a chef Alessandra Montagne, também brasileira, cria pratos inspirados na arte e na história.

Dalla Nora não hesita em criticar o conservadorismo que observa na elite portuguesa. Para ele, essa mentalidade impede a inovação e a colaboração entre empresários. “Há um medo da inovação e cada um tem o seu negócio. Ninguém se junta para nada”, afirma. Essa visão é reforçada pela sua experiência em grupos de debate em Lisboa, onde notou uma resistência a novas ideias.

Além da gastronomia, o Cícero tem sido um espaço de encontros e discussões sobre cultura e política, através da plataforma Lisboa Connection, que Dalla Nora criou para promover diálogos entre Brasil e Europa. Recentemente, organizou uma conferência em Paris, onde participaram figuras proeminentes do Brasil e de Portugal.

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O empresário acredita que a sua experiência e a ligação ao Brasil podem ajudar a construir uma ponte entre os dois países. “Acredito que o Brasil vai entrar pelo mundo e o mundo vai entrar pelo Brasil via Lisboa”, diz Dalla Nora, sublinhando a importância de um intercâmbio cultural e económico.

A conversa com Dalla Nora termina com uma reflexão sobre o futuro do Brasil e as próximas eleições presidenciais. Ele expressa esperança na reeleição de Lula, apesar dos desafios que se avizinham. “Se Bolsonaro tivesse ganho um segundo mandato, o Brasil seria hoje uma colónia dos EUA”, conclui, evidenciando a sua preocupação com o extremismo político.

Leia também: A influência da cultura brasileira na gastronomia portuguesa.

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Fonte: Sapo

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