O Reino Unido anunciou, este sábado, que irá posicionar um navio de guerra no Médio Oriente, atualmente localizado no Mediterrâneo. Esta medida visa antecipar uma futura missão internacional de segurança para o transporte marítimo no Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o comércio global.
O HMS Dragon, o navio de guerra em questão, será pré-posicionado como parte de um planeamento rigoroso, conforme indicado pelo ministério da Defesa britânico. O objetivo é garantir que o Reino Unido esteja preparado para atuar numa coligação multinacional, que será liderada conjuntamente pelo Reino Unido e pela França, para assegurar a segurança do estreito, assim que as condições o permitirem.
Em meados de abril, vários países, que não estão diretamente envolvidos no conflito iniciado a 28 de fevereiro com os ataques americano-israelitas ao Irão, manifestaram a intenção de implementar uma “missão neutra”. Esta missão tem como finalidade acompanhar e proteger os navios mercantes que transitam pelo Golfo, conforme declarou o presidente francês Emmanuel Macron. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, referiu-se a esta força como “pacífica e defensiva”.
Esta iniciativa do Reino Unido e da França visa complementar a segurança promovida pelos Estados Unidos na região. O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, sublinhou, a 1 de maio, que os Estados Unidos pediram assistência aos países europeus para garantir a segurança da passagem pelo estreito.
A situação no Estreito de Ormuz é crítica, uma vez que o bloqueio imposto por Teerão a esta passagem estratégica para o transporte marítimo, especialmente de hidrocarbonetos, teve um impacto significativo na economia mundial. Atualmente, cerca de 1.500 navios e 20.000 tripulantes encontram-se retidos na região.
Este estreito tem sido um foco de tensões entre os Estados Unidos e o Irão, com confrontos esporádicos a ocorrerem, apesar do cessar-fogo em vigor desde 8 de abril. Enquanto isso, Washington mantém um bloqueio aos portos iranianos, e as negociações para resolver as hostilidades de forma duradoura continuam num impasse.
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Fonte: ECO





