Montenegro defende sindicalistas com arrojo para a reforma laboral

O presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, manifestou, este domingo, a necessidade de “sindicalistas com arrojo” para enfrentar os desafios da reforma laboral em Portugal. Durante o encerramento da 15.ª Universidade Europa, em Porto de Mós, Montenegro criticou os “sindicatos do século XX”, sublinhando que o país deve evoluir para se tornar mais competitivo.

Montenegro destacou a importância de discutir a reforma laboral no parlamento, afirmando que é essencial abordar este tema com profundidade, algo que, segundo ele, não aconteceu na Concertação Social. “As regras rígidas limitam as oportunidades de bons percursos e bons salários para os jovens trabalhadores”, disse.

O líder social-democrata questionou se Portugal irá permanecer passivo enquanto outros países avançam ou se irá “pôr as mãos nos problemas e resolvê-los com tranquilidade”. Montenegro garantiu que a intenção não é retirar direitos, mas sim promover um exercício dos direitos dos trabalhadores que resulte em melhores condições.

O primeiro-ministro relacionou a situação laboral em Portugal com a competitividade da Europa, afirmando que a falta de capacidade de decisão e de implementação é um dos fatores que impede o continente de progredir. “Precisamos de políticos, empresários e sindicalistas com arrojo, não de estruturas que operam com mentalidades ultrapassadas”, afirmou.

Montenegro também alertou para o desfasamento entre os interesses dos setores mais dinâmicos da economia e as práticas antiquadas de alguns sindicatos. “Como vamos encarar os desafios do século XXI com receitas do século XX?”, questionou, desafiando os presentes a refletirem sobre a necessidade de mudança.

O presidente do PSD defendeu que o mercado laboral deve ser flexível, mas no sentido de beneficiar o trabalhador, e não para facilitar despedimentos. “Um mercado laboral flexível é benéfico para a gestão e produtividade das empresas, permitindo melhores salários”, afirmou, lamentando que em Portugal não se queira avançar neste sentido.

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As negociações sobre a reforma laboral terminaram na quinta-feira sem acordo entre o Governo e os parceiros sociais. A ministra do Trabalho reconheceu que um dos parceiros foi intransigente, mas o executivo está determinado a levar uma proposta ao parlamento.

Leia também: O impacto da reforma laboral na economia portuguesa.

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Fonte: Sapo

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