O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a sua rejeição à resposta do Irão à mais recente proposta norte-americana para pôr fim à guerra no Médio Oriente. A declaração foi feita através da sua plataforma Truth Social, onde Trump escreveu: “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irão. Não gosto nada – É totalmente inaceitável!” Esta afirmação, escrita em letras maiúsculas, sublinha a sua indignação, embora não tenha fornecido mais detalhes sobre a recusa.
Trump não se ficou por aqui e, em outra mensagem publicada duas horas antes, acusou o Irão de “rir dos EUA há décadas”. O Presidente prometeu que essa situação não poderia continuar. Criticou também os seus antecessores, Barack Obama e Joe Biden, por terem apoiado o Irão, o que, segundo ele, resultou em benefícios económicos para o país. “O Irão tem vindo a enganar os Estados Unidos e o resto do mundo há 47 anos. Eles gozam com o nosso país, que agora recuperou a sua grandeza, mas não vão rir por muito mais tempo!”, afirmou.
Na sua mensagem, Trump enumerou várias razões para a sua insatisfação, incluindo alegações de que o Irão tem causado mortes de cidadãos norte-americanos e exterminado manifestantes inocentes. O Presidente também criticou Obama por ter sido “benevolente” com o Irão, afirmando que o ex-Presidente abandonou Israel e outros aliados, permitindo que o Irão se tornasse mais poderoso. “Centenas de milhares de milhões de dólares foram-lhes entregues numa bandeja de prata”, acrescentou Trump.
A imprensa estatal iraniana informou que o Irão enviou a sua resposta à proposta dos EUA através do Paquistão, que está a mediar as negociações. Segundo uma fonte próxima, a fase atual das negociações está centrada na cessação das hostilidades na região. A agência ISNA noticiou que a resposta do Irão se concentra no “fim da guerra e na segurança marítima” no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz.
As propostas norte-americanas surgem como resposta a uma proposta anterior do Irão, que continha 14 pontos. Teerão já tinha afirmado que as negociações deveriam focar-se inicialmente num acordo de paz e no fim do bloqueio no estreito de Ormuz, adiando discussões sobre o seu programa nuclear. Desde 8 de abril, um cessar-fogo mediado pelo Paquistão está em vigor, após os ataques dos EUA e de Israel ao Irão.
Teerão retaliou bloqueando o estreito de Ormuz, uma rota crucial para a produção mundial de petróleo, e atacando países do Golfo Pérsico. Embora tenha havido uma reunião de alto nível entre Irão e EUA em Islamabad a 11 e 12 de abril, as partes não conseguiram chegar a um acordo para terminar o conflito, continuando, no entanto, a trocar mensagens e propostas.
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Fonte: ECO





