Portugal destaca-se na corrida da Inteligência Artificial

Num cenário global cada vez mais competitivo, impulsionado pela Inteligência Artificial (IA), Portugal emerge como um dos países mais bem preparados para participar nesta nova corrida tecnológica. Juan Landeira, especialista em Sustentabilidade e Infraestruturas Resilientes da A&M INFRA, afirmou durante a conferência “Impulso Local”, que decorreu em Sines, que “é um campeonato que está agora a começar. Portugal está muito bem posicionado e tem ativos relevantes para estar nesta liga”.

Landeira sublinhou a importância de cumprir os prazos contratuais com as empresas, uma vez que o “time to market” é crucial para o investimento. “Os contratos têm cláusulas restritas sobre o cumprimento de prazos que podem comprometer os negócios. Portugal já está a lutar para a próxima fase da liga”, acrescentou.

O especialista acredita que Sines pode tornar-se um polo industrial e tecnológico de referência na próxima década, mas alertou para a necessidade de superar alguns desafios. “Os projetos falham muitas vezes por não envolverem as comunidades. É fundamental que haja uma definição conjunta do valor a agregar”, afirmou.

No mesmo painel, Daniela Silva e Sousa, General Counsel da Start Campus, apresentou um projeto ambicioso que envolve um investimento de 8,5 mil milhões de euros. Silva e Sousa destacou os desafios de licenciamento que o projeto enfrenta, considerando-os normais dada a sua dimensão. “Se conseguirmos executar este projeto, seremos uma referência pela dimensão e pela sustentabilidade. É preciso garantir previsibilidade nos processos”, frisou.

O projeto da Start Campus, que é o primeiro do género em Portugal, visa ser ainda mais ambicioso. “O primeiro edifício, inicialmente estimado para ter 14 megawatts, hoje tem 36,5 megawatts na mesma área. O design do nosso projeto permite flexibilidade para os clientes, que podem expandir-se para qualquer um dos seis edifícios”, explicou.

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A responsável também destacou o investimento na área educacional, através de parcerias com várias universidades, e a busca de talentos portugueses formados no estrangeiro para integrar a equipa. “Temos ido buscar portugueses que se formaram lá fora para trabalharem em projetos como o nosso”, afirmou.

Por fim, devido ao elevado consumo de energia, a Start Campus estabeleceu uma parceria com a EDP para assegurar a estabilidade energética do país. “Os nossos acionistas não poupam esforços para que sejamos os melhores em todas as frentes. No ano passado, encomendámos um estudo sobre a importância dos data centers em Portugal. Este projeto implica a construção de uma infraestrutura que é para durar”, concluiu.

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Fonte: Sapo

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