Impacto da guerra no Irão afeta exportações de azeite português

A escalada do conflito no Médio Oriente tem gerado preocupações significativas para a fileira do azeite em Portugal. As exportações de azeite para mercados na Ásia e Oceânia estão a ser severamente afetadas, com custos de transporte e fertilizantes a aumentarem. Segundo Manuel Norte Santo, presidente do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL), a situação é alarmante. “Temos encomendas de azeite embalado há três semanas, à espera de um contentor disponível para seguir para Sidney, na Austrália”, lamenta.

A guerra no Irão tem provocado constrangimentos logísticos, com interrupções nas rotas comerciais marítimas, resultando em atrasos significativos na exportação de produtos. “Esta situação causa atrasos nas entregas e faz com que o produto esteja menos tempo nos lineares para venda”, explica Norte Santo. Os olivicultores estão a sentir na pele o aumento dos custos, não só de transporte, mas também de fertilizantes, que se tornaram muito mais caros devido à sua proveniência.

José Duarte, presidente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, destaca que o preço da ureia duplicou desde o início do conflito. “A guerra no Médio Oriente está a afetar bastante o setor agrícola e, em particular, a olivicultura”, afirma. Este aumento de custos poderá refletir-se no preço final do azeite na próxima campanha de 2026/2027.

Apesar das dificuldades, há uma luz ao fundo do túnel. Os acordos comerciais da União Europeia com o Mercosul e a Índia são vistos como uma oportunidade para revitalizar as exportações de azeite. “A Índia é um mercado muito interessante, com 1,47 mil milhões de consumidores”, sublinha Duarte. A criação de uma marca chapéu para o azeite nacional é considerada essencial para promover o produto em mercados internacionais.

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Manuel Norte Santo reforça a necessidade de uma estratégia conjunta: “Portugal precisa de ter uma marca chapéu para o azeite nacional para trabalhar esse mercado e outros”. A competitividade do azeite português pode ser melhorada com uma promoção eficaz, semelhante ao que já acontece em países como Espanha e Itália.

A produção de azeite em Portugal, que já é uma das maiores da Europa, enfrenta desafios, mas também apresenta potencial. Apesar de uma quebra na produção devido a condições climáticas adversas, espera-se que a campanha de 2025/2026 tenha resultados positivos. “Estamos a gastar mais dinheiro para produzir o mesmo produto que antes produzíamos com custos mais baixos”, conclui Fernando do Rosário, presidente da AIFO – Associação Interprofissional da Fileira Olivícola.

A abertura de novos mercados, especialmente na Índia, pode ser crucial para o futuro das exportações de azeite. A expectativa é que, com uma promoção adequada e uma marca forte, o azeite português possa conquistar novos consumidores e aumentar a sua presença internacional.

Leia também: O futuro do azeite português em mercados emergentes.

exportações de azeite exportações de azeite Nota: análise relacionada com exportações de azeite.

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Fonte: ECO

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