A primeira visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China desde o seu regresso à Casa Branca está marcada para esta semana. O evento, que promete ser grandioso, inclui uma visita ao icónico Templo do Céu e um luxuoso banquete de Estado. No entanto, o pano de fundo desta visita é a crescente tensão relacionada com o Irão. Trump chega a Pequim com a imagem de ser o responsável pelo encerramento do Estreito de Ormuz, uma situação que tem gerado críticas internacionais, especialmente da parte da China, que se vê afetada pelo embargo ao petróleo iraniano e pelo aumento dos preços.
Durante a sua estadia, Trump deverá discutir com o presidente chinês, Xi Jinping, as receitas que a China obtém através da compra de petróleo ao Irão e à Rússia, além da venda de produtos de dupla utilização. Os analistas acreditam que estas conversas serão cruciais para o futuro das relações entre os dois países. O Ministério das Relações Exteriores da China já anunciou que pretende promover “mais estabilidade” nas relações internacionais durante a visita de Trump.
A agenda da visita inclui tópicos como comércio, tarifas, inteligência artificial e a questão de Taiwan. A presença de importantes CEOs de empresas norte-americanas, tanto do setor tecnológico como de indústrias tradicionais, indica que o foco será também nas relações económicas. O objetivo de Trump é reequilibrar a relação com a China, priorizando a reciprocidade e a equidade, com a intenção de restaurar a independência económica dos Estados Unidos.
Trump deverá chegar a Pequim na noite de quarta-feira, concretizando uma viagem que foi inicialmente agendada para março, mas que foi adiada devido à guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão. Na quinta-feira, terá lugar uma cerimónia de boas-vindas e uma reunião bilateral com Xi Jinping, seguida da visita ao Templo do Céu e do banquete de Estado. Na sexta-feira, os dois líderes voltarão a reunir-se para um almoço de trabalho antes de Trump regressar a Washington.
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Fonte: Sapo





