O volume de negócios nos serviços registou um aumento de 2,1% no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este crescimento representa uma desaceleração face ao aumento de 3,6% observado no trimestre anterior.
Quando analisamos o Índice de Volume de Negócios nos Serviços de forma deflacionada, a variação homóloga até março fixou-se em -1,5%, uma queda significativa em relação ao crescimento de 0,6% do trimestre anterior. Contudo, no mês de março, o volume de negócios nos serviços, ajustado para efeitos de sazonalidade e calendário, apresentou um aumento nominal de 4,9%, o que representa uma aceleração de 4,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
O INE também destacou que o índice nominal, não ajustado, cresceu 6,0% em março, acelerando fortemente em comparação com a taxa de 0,7% registada em fevereiro. O índice deflacionado, por sua vez, subiu 0,5%, após uma redução homóloga de 2,4% observada no mês anterior. Na comparação mensal, o índice nominal aumentou 3,0%, revertendo a queda de 0,6% do mês anterior.
Em março, os índices de emprego, remunerações e horas trabalhadas, ajustados para efeitos de calendário, mostraram variações homólogas de 1,3%, 6,8% e 2,0%, respetivamente, comparando com 2,0%, 8,5% e -0,5% em fevereiro.
Por secções, o setor de “transportes e armazenagem” destacou-se em março, contribuindo com 1,7 pontos percentuais para o crescimento, refletindo um aumento homólogo de 6,5%, superior em 4,9 pontos percentuais ao observado em fevereiro. As “atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares” também tiveram um desempenho positivo, contribuindo com 1,7 pontos percentuais e apresentando um crescimento homólogo de 11,7%, revertendo a taxa negativa de -3,3% do mês anterior.
As “atividades administrativas e dos serviços de apoio” viram a sua variação passar de 4,8% em fevereiro para 3,8% em março, contribuindo com 0,7 pontos percentuais. As “atividades imobiliárias” também se destacaram, com um crescimento de 10,6% em março, em comparação com 5,4% em fevereiro, contribuindo com 0,6 pontos percentuais para o índice agregado.
Além disso, as “atividades de informação e comunicação” passaram de uma diminuição homóloga de 1,1% em fevereiro para um crescimento de 1,0% em março, resultando num contributo de 0,2 pontos percentuais. A secção de “alojamento, restauração e similares” também inverteu a tendência, passando de uma variação de -0,5% em fevereiro para um crescimento de 0,6% em março, com um contributo de 0,1 pontos percentuais.
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Fonte: Sapo





