Rui Pedro Bairrada, cofundador e chairman do Doutor Finanças, anunciou esta quarta-feira que foi informado sobre a cessação das suas funções na empresa. Esta decisão surge após um processo disciplinar que resultou de denúncias de alegado assédio moral e sexual.
Em uma publicação na rede social LinkedIn, Bairrada expressou que, após 12 anos de dedicação ao Doutor Finanças, recebeu a comunicação sobre o seu afastamento, mas assegurou que continuará a ser sócio com a maior quota da empresa. O cofundador descreveu este momento como “particularmente difícil a nível pessoal e profissional” e afirmou que discorda das acusações, considerando-as falsas. “Contestarei pelos meios próprios, com serenidade e confiança”, escreveu.
As denúncias contra Rui Pedro Bairrada remontam ao período em que ocupava o cargo de CEO do Doutor Finanças. De acordo com informações avançadas pelo Observador em abril, os comportamentos alegadamente impróprios levaram à emissão de duas notas de culpa, em janeiro e março, e resultaram na proibição de Bairrada de entrar nas instalações da empresa.
O processo disciplinar foi desencadeado após as denúncias terem sido apresentadas através dos canais internos do Doutor Finanças. A empresa assegurou que o processo foi conduzido de forma “rigorosa e independente”, refletindo a seriedade com que trata questões de conduta e ética no ambiente de trabalho.
A situação levanta questões sobre a cultura organizacional e a forma como as empresas lidam com alegações de assédio. O Doutor Finanças, uma plataforma que se destacou na área financeira, agora enfrenta um desafio significativo em manter a confiança dos seus colaboradores e clientes.
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Fonte: ECO





