Lisboa lança concurso para iluminações de Natal até junho

A Associação Turismo de Lisboa (ATL) anunciou que irá lançar, até à primeira quinzena de junho, um concurso público para a instalação das iluminações de Natal na capital. Este procedimento será realizado através da plataforma Vortal e mantém o orçamento da edição anterior, que se cifra em cerca de 750 mil euros.

A proposta de gestão do financiamento para 2026 foi aprovada pelo Comité de Investimentos do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa (FDTL) no passado dia 21 de abril. Posteriormente, a Câmara Municipal de Lisboa deu o seu aval em reunião realizada a 6 de maio.

As candidaturas para este projeto são financiadas pela taxa turística municipal. O comité responsável pela avaliação é composto por representantes da Câmara Municipal de Lisboa, da ATL, da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) e da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

António Valle, Diretor-Geral da ATL, sublinha a importância das iluminações de Natal no calendário de eventos da cidade. Ele afirma que a taxa turística é aplicada com o objetivo de dinamizar a atividade económica e o comércio local, beneficiando também a população residente. “A taxa turística é investida no destino com o propósito de melhorar a qualidade de vida dos residentes e contribuir para a dinamização da atividade económica e do comércio local”, afirma Valle.

De acordo com o comunicado da ATL, o lançamento do concurso em junho visa assegurar o planeamento, a produção e a instalação das estruturas no terreno. A ATL acompanhará todas as fases do processo e comunicará os desenvolvimentos sobre o concurso através dos seus canais oficiais.

É importante recordar que a gestão das iluminações de Natal foi transferida para a ATL pela autarquia liderada por Carlos Moedas, após um escândalo de corrupção que levou à operação policial “Lúmen”. Esta operação, desencadeada pela Polícia Judiciária em março de 2026, investigou um alegado esquema de corrupção relacionado com a viciação de concursos públicos para a iluminação de Natal, envolvendo a empresa Castros e várias autarquias, incluindo a Câmara Municipal de Lisboa.

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Até então, a responsabilidade pela contratação das iluminações de Natal estava a cargo da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS), cuja presidente, Carla Salsinha, foi afastada do cargo. Após a divulgação das buscas, a autarquia decidiu abrir um inquérito à secretaria-geral do município e transferiu a gestão das iluminações de Natal para a ATL. Assim, após o escândalo, as iluminações de Natal em Lisboa mudaram de mãos e passaram a ser financiadas pela taxa turística.

Leia também: O impacto da taxa turística na economia local.

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Fonte: Sapo

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