Salários e emprego aumentam com níveis de escolaridade em Portugal

Um recente estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) revela que os níveis de escolaridade têm um impacto significativo nas taxas de emprego e nos salários em Portugal. Os dados mostram que os jovens com mestrado apresentam uma taxa de emprego de 88% no primeiro ou segundo ano após a conclusão do curso, aumentando para 93% ao fim de cinco anos. Em comparação, os licenciados têm uma taxa de emprego inicial de 75%, mas ao fim de cinco anos, essa taxa iguala-se à dos mestres.

Os jovens que terminam o ensino secundário profissional também se destacam, com uma taxa de emprego inicial de 72%, superior à dos diplomados em cursos científico-humanísticos, que é de apenas 56%. Contudo, após cinco anos, essa diferença diminui, com taxas de 88% para os profissionais e 86% para os diplomados.

As disparidades salariais refletem igualmente os níveis de escolaridade. Um licenciado ganha, em média, 28% a mais do que um jovem que apenas completou o secundário, enquanto um mestre pode auferir até 49% a mais do que um licenciado. Os investigadores sublinham que, embora a diferença salarial entre os tipos de diplomados do ensino secundário seja mínima (1%), o crescimento salarial a longo prazo é muito mais significativo para quem possui formação superior.

O estudo também destaca que as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) oferecem os salários médios mais elevados. Cursos como Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), Matemática e Estatística e Engenharia são particularmente valorizados no mercado de trabalho. Em contraste, mestres em áreas como Educação e Serviços Sociais recebem, em média, cerca de metade do salário dos mestres em TIC.

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Entre 2013 e 2016, os salários reais médios em Portugal mantiveram-se estáveis, mas desde então têm mostrado um aumento gradual, coincidindo com a recuperação económica do país após a crise. Apesar das melhorias, a estrutura salarial segmentada persiste, refletindo as diferenças entre graus e áreas de estudo.

Desde 1998, a percentagem de jovens adultos com formação superior em Portugal quadruplicou, atingindo 43% em 2024. No entanto, o país ainda está atrás de vizinhos como França e Espanha, onde 53% dos jovens adultos possuem um diploma, e da Irlanda, com 65%. As licenciaturas continuam a ser a qualificação mais comum, embora a percentagem de novos licenciados tenha diminuído de 64% em 2016 para 58% em 2024, em parte devido à introdução de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP).

Leia também: O impacto da formação profissional no mercado de trabalho.

níveis de escolaridade níveis de escolaridade níveis de escolaridade Nota: análise relacionada com níveis de escolaridade.

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Fonte: Sapo

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