Guterres elogia acordo de troca de prisioneiros no Iémen

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou a sua satisfação pelo recente acordo entre o Governo do Iémen, reconhecido internacionalmente, e os rebeldes Huthis, que prevê a troca de quase 1.700 prisioneiros. Este entendimento é considerado um marco importante no contexto do conflito que assola o país desde 2014.

Guterres apelou ainda aos Huthis para que libertem imediatamente e sem condições todos os membros da ONU, organizações não governamentais, sociedade civil e diplomatas que se encontram detidos de forma arbitrária. Num comunicado emitido na quinta-feira, o líder da ONU descreveu esta troca como “a maior libertação acordada desde o início do conflito”, sublinhando a necessidade de que as partes envolvidas avancem rapidamente com a implementação do acordo e trabalhem para futuras libertações.

O acordo, assinado na Jordânia, prevê a libertação de 1.100 prisioneiros do lado dos Huthis e 580 do lado governamental, incluindo sete cidadãos sauditas e 20 sudaneses. O chefe da comissão de prisioneiros dos Huthis, Abdelqader Murtada, anunciou que a implementação da troca ocorrerá assim que o Comité Internacional da Cruz Vermelha finalize os trâmites necessários.

Guterres expressou também a sua gratidão pela colaboração do Comité Internacional da Cruz Vermelha, bem como dos países que acolheram as negociações, como a Jordânia, Omã e Suíça. Ele instou ambas as partes a aproveitarem o “impulso positivo” gerado por este acordo e a colaborarem de forma construtiva com o Enviado Especial para o Iémen, visando um processo político inclusivo que conduza a uma paz duradoura.

O secretário-geral reiterou que o pessoal da ONU deve gozar de imunidade de jurisdição, permitindo-lhes desempenhar as suas funções sem entraves. A troca de prisioneiros tem sido uma medida recorrente no conflito do Iémen, servindo como um mecanismo de promoção de confiança mútua entre as partes.

Leia também  Governo dos EUA pressiona Fed com ameaça de ação judicial

O conflito no Iémen, que já causou dezenas de milhares de mortos, mergulhou o país numa das piores crises humanitárias do mundo. Os Huthis, uma facção maioritariamente xiita, controlam uma parte significativa do território, incluindo a capital, Saná, e têm laços com o Irão. A localização estratégica do Iémen permite-lhes ameaçar a navegação na região do mar Vermelho.

Leia também: A situação humanitária no Iémen e os desafios da paz.

troca de prisioneiros troca de prisioneiros troca de prisioneiros troca de prisioneiros Nota: análise relacionada com troca de prisioneiros.

Leia também: Boeing: Encomenda da China não é suficiente e ações caem

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top