Um recente estudo realizado pela Católica-Lisbon em parceria com o Doutor Finanças revela que mais de metade dos portugueses, especificamente 54%, antecipa dificuldades financeiras na reforma. Este cenário é particularmente preocupante, uma vez que muitos inquiridos afirmam que, caso recebam apenas 65% do rendimento atual do agregado familiar, não conseguirão manter o seu nível de vida.
Dentro deste grupo, 32% dos participantes indicam que não conseguiriam sustentar o seu estilo de vida, enquanto 22% expressam receios sobre a capacidade de cobrir despesas essenciais. Apenas 9% dos inquiridos sentem-se confortáveis para manter o seu padrão de vida na reforma, e 32% acreditam que terão de fazer ajustes significativos.
As mulheres são as mais afetadas por esta preocupação, com 62% a antecipar dificuldades financeiras na reforma. Este dado sublinha a necessidade de um maior foco na educação financeira, especialmente para este grupo.
Outro dado alarmante é que 73% dos portugueses não têm noção de quanto precisam poupar para garantir um nível de vida adequado na reforma. Além disso, 65% nunca realizaram simulações do valor da sua futura pensão, e 33% desconhecem o montante que irão receber da Segurança Social.
A confiança no sistema de pensões é igualmente baixa, com 55% dos inquiridos a considerarem que a pensão pública não será suficiente para manter o seu estilo de vida. Entre os mais jovens, a desconfiança é ainda mais acentuada, com 69% dos indivíduos entre os 25 e 35 anos a sentirem-se inseguros quanto à adequação da pensão.
A ansiedade e o medo em relação à reforma são sentimentos comuns, com 49% dos portugueses a admitirem sentir estes estados emocionais. Quando questionados sobre o que associam à reforma, 38% mencionam “incerteza”, enquanto 35% referem “descanso”.
Embora 59% dos inquiridos vejam a reforma como um direito conquistado, 18% preferem adiar a discussão sobre o tema. Curiosamente, 31% admite não estar a poupar para a reforma, e entre os que poupam, apenas 34% o faz de forma regular.
Os dados revelam que os jovens, especialmente aqueles entre os 18 e 25 anos, são os que mais poupam, com 33% a afirmar que estão a fazê-lo. No entanto, a falta de rendimento é apontada como a principal razão para a não poupança, por 52% dos inquiridos.
Além disso, 52% dos portugueses consideram a possibilidade de continuar a trabalhar após a reforma, com a saúde a ser a principal preocupação para 81% dos inquiridos. Por outro lado, 58% expressam o desejo de viajar durante esta fase da vida.
Por fim, 92% dos participantes defendem que deveria haver mais educação financeira nas escolas, o que reforça a necessidade de um maior investimento na formação sobre poupança e planeamento da reforma.
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Fonte: Doutor Finanças





