Semapa regista lucro de 513 milhões com venda da Secil

A Semapa anunciou um resultado líquido atribuível a acionistas de 513,3 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026. Este valor representa um aumento significativo em relação aos 39,6 milhões de euros registados no mesmo período do ano anterior, impulsionado pela venda total da Secil à Cementos Molins, num negócio avaliado em 1.081 milhões de euros.

A operação, que foi concluída a 23 de março, resultou numa mais-valia provisória de 482 milhões de euros. Este montante ainda será ajustado, considerando o impacto da venda da participação remanescente no setor cimenteiro. Excluindo este efeito extraordinário, o lucro Semapa recorrente teria sido de 31 milhões de euros, um valor inferior aos 39,6 milhões do primeiro trimestre de 2025. Esta diminuição deve-se à quebra nos resultados operacionais da Navigator.

A administração da Semapa descreveu o trimestre como “marcado pela gestão ativa de portefólio e criação de valor sustentável”. A alienação da Secil permitiu ao grupo libertar capacidade financeira, focando-se em áreas prioritárias de crescimento.

Uma das consequências mais notáveis da venda foi a alteração na posição de endividamento do grupo. A dívida líquida remunerada consolidada passou de 1.006 milhões de euros em dezembro de 2025 para -36,7 milhões de euros no final de março de 2026. Considerando os efeitos da norma IFRS 16, a dívida líquida ficou em 101 milhões de euros, o que ainda representa uma melhoria superior a 1.000 milhões de euros.

As disponibilidades consolidadas da Semapa atingiram 1.220,8 milhões de euros a 31 de março, conferindo ao grupo uma margem financeira significativa para novos investimentos.

No que diz respeito ao volume de negócios, este caiu 14,1%, totalizando 478,4 milhões de euros. A Navigator, que atua na área de papel e pasta, foi a mais afetada, com uma quebra de 19,4% devido à descida de preços e a perturbações operacionais causadas por condições meteorológicas adversas em Portugal. Por outro lado, os Outros Negócios da Semapa registaram um crescimento de 89,1%, beneficiando da integração da Imedexa.

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O EBITDA consolidado também sofreu uma queda de 40,7%, fixando-se em 70,9 milhões de euros, com a Navigator a contribuir com 64,8 milhões, uma descida de 43,9%. Apesar deste cenário, os segmentos de Tissue e Packaging já representam cerca de 40% do EBITDA da Navigator, evidenciando o sucesso da estratégia de diversificação.

Para os próximos meses, a Navigator antecipa aumentos de preços na pasta, papel, tissue e packaging, suportados por anúncios já realizados e pela redução de capacidade na Europa e nos EUA. Nos outros negócios, a Imedexa, ETSA e Triangle’s preveem uma recuperação gradual, com novas plataformas e projetos a serem lançados.

No primeiro trimestre, o grupo Semapa investiu 102,9 milhões de euros, dos quais 27,6 milhões foram através da Semapa Next, incluindo reforços na Gropyus e novas posições na CarbonRe e Sybilion. A Navigator aplicou 42,4 milhões em ativos fixos, com 53% desse valor direcionado para projetos ambientais e de sustentabilidade.

A Semapa continua a focar-se na integração das aquisições de 2025 e no lançamento de iniciativas de inovação aberta e corporate venture studio. A Semapa Next permanece atenta a oportunidades nas áreas de transição energética, tecnologia para a indústria, logística e software vertical.

Leia também: O impacto das vendas na estratégia de crescimento da Semapa.

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Fonte: Sapo

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