Bruxelas alerta para constrangimentos regionais no abastecimento de petróleo

A Comissão Europeia alertou esta segunda-feira para a possibilidade de “constrangimentos regionais de abastecimento” de petróleo, caso o bloqueio no Estreito de Ormuz se mantenha até junho. Esta situação poderá afetar, em particular, o combustível de aviação, levando Bruxelas a equacionar medidas de poupança no espaço comunitário.

Atualmente, a União Europeia não enfrenta uma escassez de combustível, mas a Direção-Geral da Energia do executivo comunitário sublinha que, se a situação no Estreito de Ormuz não se resolver, poderão surgir dificuldades regionais nas próximas semanas. O combustível de aviação é a principal preocupação, conforme indicado em comunicado.

Após uma reunião do Grupo de Coordenação do Petróleo, que contou com a participação de especialistas da Comissão Europeia, dos Estados-membros, da Agência Internacional de Energia, da NATO e da indústria petrolífera, ficou claro que, se a situação persistir, será necessário libertar reservas de petróleo em conjunto com medidas de poupança de combustível. Isso permitirá uma gestão mais eficiente das reservas de emergência, prolongando a sua disponibilidade.

O grupo de especialistas reuniu-se para discutir a segurança do abastecimento de petróleo na Europa, especialmente à luz do prolongamento do conflito no Médio Oriente, que envolve os Estados Unidos, Israel e Irão. A coordenação da resposta da UE foi um dos temas centrais da discussão, uma vez que a situação pode arrastar-se até junho.

Bruxelas anunciou que o Grupo de Coordenação do Petróleo irá continuar a reunir-se regularmente para garantir uma resposta coordenada a quaisquer desenvolvimentos que possam afetar o abastecimento de combustíveis de aviação na UE. A Comissão Europeia comprometeu-se a avaliar continuamente o impacto da situação no Médio Oriente e a apoiar ações coordenadas quando necessário.

Numa declaração recente, Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, alertou que as reservas comerciais de petróleo acumuladas antes do início do conflito no Médio Oriente estão a esgotar-se rapidamente. Há cerca de uma semana, a Comissão Europeia já havia iniciado um mapeamento das reservas de emergência na UE, embora tenha descartado, por enquanto, problemas no abastecimento de combustível de aviação.

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Com quase três meses desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e a resposta iraniana, já se começam a sentir consequências na aviação, como o aumento dos custos e impactos nas operações devido à subida dos preços da energia. As perturbações nas rotas e os riscos logísticos globais também estão a aumentar.

As leis da UE exigem que os Estados-membros mantenham reservas estratégicas de petróleo para 90 dias, sendo que cada país decide a proporção entre petróleo bruto e produtos refinados, como o querosene e o combustível para aviação. A dependência da UE em relação às importações de petróleo torna-a vulnerável a choques externos, como a atual crise energética relacionada com o conflito no Médio Oriente.

Leia também: O impacto do conflito no Médio Oriente na economia europeia.

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Fonte: ECO

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