Médico norte-americano infetado com Ébola na RDCongo

Um médico norte-americano foi infetado com o vírus Ébola enquanto trabalhava na República Democrática do Congo (RDCongo). O anúncio foi feito pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), que informou que o profissional desenvolveu sintomas no fim de semana e testou positivo no domingo. Neste momento, está a ser organizada a sua transferência para a Alemanha, onde receberá tratamento.

Jean-Jacques Muyembe, diretor médico do Instituto Nacional Congolês de Investigação Biomédica, confirmou que este caso se insere num surto que já registou mais de 300 casos suspeitos e 118 mortes nas províncias de Ituri e Kivu do Norte. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto como uma emergência de saúde pública de alcance internacional. Além disso, foram reportadas duas mortes no Uganda, país vizinho.

A estirpe de Ébola identificada, conhecida como Bundibugyo, terá circulado sem ser detetada durante várias semanas, segundo especialistas em saúde. Em resposta ao surto, os Estados Unidos implementaram medidas de precaução, incluindo controlos sanitários para passageiros aéreos provenientes das áreas afetadas e a suspensão temporária de vistos.

O CDC considera que, neste momento, o risco imediato para a população norte-americana é baixo, mas continua a monitorizar a situação. A agência está a coordenar o repatriamento seguro de cidadãos norte-americanos que possam ter sido afetados pelo surto. Também foram impostas restrições de entrada a estrangeiros que tenham viajado para a RDCongo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias.

Vários países africanos, como o Ruanda, reforçaram os controlos sanitários e fecharam fronteiras em resposta ao surto. A CBS News reportou que pelo menos seis cidadãos norte-americanos podem ter estado expostos ao vírus Ébola no Congo, mas as autoridades de saúde dos EUA afirmaram que o risco para os cidadãos é baixo.

Leia também  Miranda Sarmento apresenta Orçamento do Estado 2026 no Parlamento

A República Democrática do Congo anunciou a abertura de três centros de tratamento para o vírus Ébola na província de Ituri, uma medida necessária devido à pressão que os hospitais estão a enfrentar com o aumento de doentes. O ministro da Saúde congolês, Samuel Roger Kamba, destacou a urgência de reforçar a capacidade de resposta à epidemia.

O vírus Ébola é transmitido através do contacto direto com fluidos corporais de indivíduos ou animais infetados, causando febre hemorrágica grave, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas. A OMS estima que a taxa de mortalidade do vírus varia entre 25% e 90%.

Leia também: O impacto económico do surto de Ébola na RDCongo.

Leia também: Maioria dos portugueses considera trabalhar após a reforma

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top