Airbus apela a países da UE para comprarem equipamentos de defesa europeus

O CEO da Airbus, Guillaume Faury, enfatizou a necessidade urgente de os países da União Europeia investirem em equipamentos de defesa europeus. Durante a primeira conferência de defesa da Airbus, realizada em Manching, na Alemanha, Faury sublinhou que a Europa deve não apenas adquirir equipamentos, mas fazê-lo de forma a garantir a soberania na defesa.

A Airbus, que opera em colaboração com várias empresas europeias, está focada em aumentar a sua presença em Portugal. Faury afirmou que a empresa não está à espera de licitações para investir na produção de aeroestruturas na Airbus Atlantic, destacando que a empresa portuguesa desempenha um papel crucial em diversos serviços internos. “Estamos a competir em várias áreas, incluindo aviões, helicópteros e satélites, e temos grandes planos para o futuro”, disse.

O CEO também abordou a concorrência no setor de caças, onde o Eurofighter, um consórcio que inclui a Airbus, compete com modelos como o F-35 da Lockheed Martin e os Gripen da Saab. Apesar das dificuldades atuais relacionadas com o programa Future Combat Air System (FCAS), Faury acredita que a Airbus tem a capacidade de colaborar com sucesso na Europa. “A transição para a fase dois do FCAS enfrenta desafios, mas isso não deve ser visto como um sinal de incapacidade de cooperação”, afirmou.

Faury expressou otimismo quanto ao aumento dos orçamentos de defesa na Europa, que estão a ser alocados para projetos significativos. “Estamos a caminhar na direção certa, especialmente num momento em que a Europa enfrenta novos desafios de segurança”, acrescentou. Ele reconheceu que a indústria de defesa europeia parte de uma posição de desvantagem em relação aos Estados Unidos, onde os países europeus compram menos de 10% do que os EUA adquirem de empresas americanas.

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“É crucial que os países da UE adotem uma abordagem estratégica para reforçar a base industrial e técnica da Europa, investindo em sistemas europeus”, defendeu Faury. Ele acredita que, com uma visão estratégica, a aquisição de equipamentos de defesa europeus pode aumentar significativamente, permitindo à Europa responder adequadamente aos desafios modernos.

A Airbus, que se destaca como a maior empresa de defesa da Europa, viu o seu setor de defesa crescer 15% no último ano, gerando receitas de 14,2 mil milhões de euros. Apesar de o setor de defesa representar apenas 20% das receitas totais da empresa, que totalizaram 73,4 mil milhões de euros, Faury está confiante de que a empresa continuará a avançar na direção certa.

“Queremos garantir que a Europa avance na direção correta em termos de defesa. Oferecemos soluções e estamos comprometidos em contribuir para a segurança da região”, concluiu.

Leia também: Airbus investe em Portugal para fortalecer a produção de defesa.

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Fonte: ECO

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