As negociações entre a Estée Lauder e a Puig para uma fusão foram oficialmente encerradas, conforme noticiado pelo Financial Times. A operação, que teria criado um gigante do setor de moda e beleza avaliado em cerca de 40 mil milhões de dólares, não se concretizou, permitindo à L’Oréal manter a sua posição de liderança no mercado.
A Estée Lauder anunciou que as conversas sobre uma potencial combinação de negócios foram finalizadas. A Puig, por sua vez, confirmou o fim das negociações, comunicando à Comissão Nacional de Mercados de Valores (CNMV) que não foi alcançado um acordo. A fusão pretendia unir marcas de prestígio da Estée Lauder, como Clinique e Tom Ford Beauty, com outras da Puig, como Charlotte Tilbury e Jean Paul Gaultier.
Após o anúncio das negociações em março, as ações da Estée Lauder registaram uma subida de 11,5% na negociação pós-fecho. No entanto, a cotação da empresa sofreu uma queda de cerca de 20% quando o Financial Times revelou as conversas. As negociações foram afetadas por questões relacionadas com o equilíbrio de poder entre as famílias fundadoras e a distribuição de lugares no conselho de administração das duas empresas.
Recentemente, surgiram obstáculos que impediram a conclusão do acordo. Segundo o jornal Expansión, a intenção da maquilhadora Charlotte Tilbury de rever um contrato assinado em 2020 com a Puig complicou as negociações. As ações da Puig têm vindo a descer desde a sua entrada em bolsa em maio de 2024, enquanto a Estée Lauder enfrenta uma queda nas receitas e incertezas sobre a sucessão, com a cotação a estar quase 80% abaixo do seu pico histórico de 2021.
Stéphane de La Faverie, CEO da Estée Lauder, anunciou que a empresa irá prosseguir com o plano de transformação intitulado “Beauty Reimagined”, num ano marcado por uma reestruturação que inclui o despedimento de três mil colaboradores. Por outro lado, José Manuel Albesa, presidente executivo da Puig, reafirmou o compromisso da empresa em manter uma abordagem seletiva e orientada para a criação de valor em futuras fusões e aquisições, visando complementar o seu portefólio de marcas.
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Fonte: ECO





