A Deloitte deu um passo significativo na transformação das telecomunicações ao implementar uma solução de inteligência artificial (IA) na Nos, tornando-se a primeira empresa a utilizar esta tecnologia inovadora. Este projeto, que começou em Lisboa, está agora a ser replicado em várias regiões do mundo, incluindo as Américas, Ásia e Austrália, através do guião estratégico denominado Agentic AI Blueprint for Telcos.
A consultora prevê que a colaboração se expanda para cerca de 20 empresas em breve. Atualmente, a Deloitte está a trabalhar com operadores de telecomunicações em Portugal, Austrália, Canadá e Reino Unido, com planos de alargar a parceria a países como Japão, Malásia, Hong Kong, Suíça e México, conforme revelou Hugo Pinto, partner da Deloitte.
Desde o início do projeto, a Deloitte e a Nos avançaram rapidamente da fase de desenho da arquitetura para a implementação prática. Hugo Pinto explicou que a fase inicial incluiu o set-up técnico da plataforma e o desenvolvimento de agentes autónomos que já estão em operação. Estes agentes estão a ser continuamente monitorizados para garantir o seu desempenho e fiabilidade.
O projeto, que teve uma duração aproximada de quatro meses, envolveu entre 15 a 20 colaboradores de ambas as empresas. O resultado foi a integração de processos ‘agentificados’ nas operações diárias da Nos, melhorando a eficiência na deteção e gestão de falhas nas redes móveis (2G/4G/5G) e na gestão de incidentes na rede de fibra.
Carla Botelho, diretora de Transformação Tecnológica e Projetos de Inovação da Nos, destacou que o objetivo principal do contrato é acelerar a automação das redes através de agentes de IA e criar uma base para replicar este modelo a nível internacional. A transformação da rede da Nos assenta em três pilares: eficiência operacional, otimização do desempenho da rede e melhoria da experiência do cliente.
A introdução da IA agêntica representa um avanço significativo na automação, permitindo processos mais inteligentes e menos dependentes de regras rígidas. Esta abordagem é especialmente eficaz em situações que envolvem múltiplas tarefas e decisões intermédias, onde a intervenção humana era anteriormente necessária.
Um relatório da Deloitte indica que as operadoras de telecomunicações poderão gerar um valor estimado em 150 mil milhões de dólares (aproximadamente 129,4 mil milhões de euros) em cinco anos, através da implementação de agentes de IA.
Apesar da massificação da IA, Carla Botelho não observa, a curto prazo, alterações significativas na forma como a Nos interage com a Deloitte ou outros consultores. No entanto, reconhece que a dinâmica do mercado está a mudar, com um aumento visível de iniciativas e projetos relacionados com a IA agêntica.
Hugo Pinto acrescentou que, embora muitos operadores já tenham implementado automação em processos, a maioria ainda é limitada e fragmentada. A IA agêntica promete uma mudança estrutural, permitindo aumentos de eficiência e poupanças de tempo significativas, especialmente em processos de análise de causas raízes, onde a automação pode resolver problemas de forma mais eficaz.
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Fonte: ECO





