Em abril, Teresa Burnay assumiu a presidência da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) e delineou uma agenda focada na valorização da publicidade em Portugal. A sua missão é clara: “Queremos reforçar a voz dos anunciantes, contribuir para um ecossistema mais equilibrado e acompanhar os desafios da digitalização e da evolução das expectativas dos consumidores”. A presidente da APAN acredita que, embora os anunciantes não tenham perdido voz, é fundamental garantir a sua presença e influência no mercado.
Um dos temas centrais abordados por Burnay é o investimento publicitário em Portugal, que se revela estruturalmente baixo em comparação com a média europeia. Atualmente, apenas 0,33% do PIB é investido em publicidade, um valor que representa metade da média da União Europeia. Burnay defende que esta situação deve ser repensada pelas empresas, uma vez que a publicidade não só gera valor e cria emprego, mas também educa os consumidores sobre produtos e categorias.
No contexto atual, onde os orçamentos publicitários estão sob pressão e a fragmentação dos canais de comunicação é uma realidade, a eficácia do marketing torna-se uma prioridade. Burnay sublinha que os decisores de marketing devem fazer escolhas conscientes e estratégicas na alocação dos seus orçamentos, em vez de tentarem estar presentes em todos os meios. “Não temos que estar em todo o lado. A marca deve estar consciente do seu público-alvo e das suas mensagens”, afirma.
Outro ponto importante abordado por Burnay é a evolução do marketing de influência. Ela descreve esta área como um “adolescente cheio de potencial”, que está em crescimento e que requer uma estrutura sólida para atingir a maturidade. A presidente da APAN defende que a indústria deve unir-se para criar um ecossistema que permita ao marketing de influência prosperar.
Além disso, a APAN está a trabalhar na implementação de um novo sistema de medição de audiências de rádio, uma área que, segundo Burnay, precisa de modernização. A atual forma de medição é considerada obsoleta e a nova abordagem deverá proporcionar dados mais precisos e relevantes.
Em suma, a publicidade em Portugal enfrenta desafios significativos, mas também apresenta oportunidades para crescer e se adaptar a um mercado em constante mudança. A voz dos anunciantes é essencial para moldar o futuro do setor. Leia também: “Como a digitalização está a transformar o marketing em Portugal”.
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Fonte: ECO





