Acordo entre EUA e Irão está próximo, mas guerra é uma possibilidade

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou recentemente à CBS News que um acordo com o Irão está “muito próximo”. Contudo, em declarações ao portal Axios, Trump expressou a sua incerteza, afirmando que as hipóteses de um “bom” acordo ou de um conflito aberto estão equilibradas em 50-50.

Durante a entrevista, Trump destacou que as negociações estão a melhorar a cada dia. Fontes próximas das discussões indicam que a proposta mais recente inclui a reabertura do estreito de Ormuz, o descongelamento de ativos iranianos em bancos estrangeiros e a continuação das negociações por mais 30 dias. No entanto, não foi especificado qual dos lados está a liderar estas propostas.

O Presidente norte-americano também cancelou a sua presença no casamento do filho mais velho para se concentrar nas negociações com Teerão. Trump planeia reunir-se com a sua equipa de segurança e os principais negociadores dos EUA, incluindo Jared Kushner e Steve Witkoff, para avaliar a situação.

O general Asim Munir, chefe do exército paquistanês e mediador entre os EUA e o Irão, visitou Teerão e afirmou que as conversações nas últimas 24 horas resultaram em “progressos encorajadores”. Tanto os EUA como o Irão relataram avanços nas negociações, após semanas de tensões. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, mencionou que Teerão está na “fase de finalização” de um memorando de entendimento com Washington, com o objetivo de cessar hostilidades.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também comentou que existe “uma hipótese” de o Irão aceitar um acordo para pôr fim à guerra ainda hoje. Rubio espera ter “boas notícias” em breve.

As partes envolvidas mantêm um frágil cessar-fogo desde 8 de abril, que interrompeu o conflito iniciado pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro. Desde então, as negociações têm sido indiretas, com a única ronda formal a ocorrer em Islamabad, sem resultados concretos.

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A situação no estreito de Ormuz continua a ser uma preocupação, uma vez que o Irão mantém uma ameaça militar que impacta os preços globais do petróleo. Os EUA, por sua vez, impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos para tentar asfixiar a economia da República Islâmica. As negociações centram-se em questões críticas, como o programa nuclear do Irão, a produção de mísseis de longo alcance e o apoio a grupos armados no Médio Oriente.

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Fonte: Sapo

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