O primeiro-ministro, Luís Montenegro, inaugurou esta sexta-feira o Star Institute em Viseu, destacando-o como um exemplo do que o governo pretende implementar em Portugal. Este centro de inovação é uma clara aposta na tecnologia e na ligação entre o conhecimento científico e o setor empresarial privado.
Montenegro sublinhou que a estratégia do governo visa integrar a educação, a ciência e a inovação, afirmando que “não se deve separar” estas áreas. O objetivo é criar um sistema educativo que esteja intimamente ligado ao sistema científico, promovendo a inovação e a sua aplicação prática na economia. “As empresas devem estar dentro das instituições de ensino e vice-versa”, defendeu o primeiro-ministro, enfatizando que este é o modelo que se pretende para o país.
O líder do governo expressou otimismo em relação ao futuro, afirmando que a criação do Star Institute pode ajudar Portugal a reter e atrair talento, além de consolidar a sua posição como referência em tecnologia e inovação. “A nossa performance pode, efetivamente, melhorar”, disse Montenegro, salientando que isso depende não só do investimento público, mas também da confiança dos agentes privados e das empresas.
Localizado no Campus do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), o Star Institute resultou de um investimento de 3,5 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Com apenas meio ano de atividade, a incubadora já conta com 25 colaboradores e envolve cerca de 40 pessoas, incluindo duas startups focadas em inteligência artificial e cibersegurança, prestando serviços a 20 empresas.
Elísio Oliveira, presidente do Star Institute, revelou que a incubadora tem como meta crescer cerca de 50% no próximo ano. Este projeto é o resultado de um consórcio que inclui 36 entidades, representando empresas com uma faturação anual superior a cinco mil milhões de euros.
O Star Institute é, portanto, um passo importante na estratégia do governo para fomentar a inovação e a tecnologia em Portugal. “Leia também: O impacto das startups na economia nacional.”
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Fonte: Sapo





