Negociações entre EUA e Irão avançam, mas bloqueio mantém-se

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as negociações com o Irão estão a progredir de forma positiva, com a possibilidade de um acordo “de princípio” no horizonte. No entanto, Trump deixou claro que o bloqueio aos portos iranianos se manterá até que um acordo seja formalizado e assinado.

Em uma publicação na sua plataforma Truth Social, Trump destacou que as negociações estão a decorrer de maneira “ordenada e construtiva”. O Presidente pediu cautela aos seus representantes, afirmando que “o tempo está do nosso lado” e que não é necessário apressar a conclusão do acordo.

O bloqueio imposto pelos EUA no estreito de Ormuz, em resposta ao bloqueio iraniano, permanecerá em vigor até que um acordo seja alcançado. Trump enfatizou a importância de proceder com calma e de evitar erros, afirmando que “ambos os lados precisam de ir com calma e fazê-lo bem”.

O Presidente norte-americano também elogiou a relação em evolução entre os EUA e o Irão, descrevendo-a como “muito mais profissional e produtiva”. Ele agradeceu aos parceiros do Golfo Pérsico pela sua colaboração nas negociações e incentivou-os a aderir aos Acordos de Abraão, que visam a normalização das relações com Israel. Trump até sugeriu que o Irão poderia, um dia, juntar-se a este processo.

De acordo com fontes da imprensa, o acordo que está a ser negociado poderá incluir a reabertura do estreito de Ormuz, que foi bloqueado pelo Irão desde o início dos ataques israelo-americanos em fevereiro. Além disso, prevê-se o levantamento das sanções contra o Irão, o descongelamento de fundos iranianos e uma trégua de 60 dias para discutir um pacto nuclear.

No entanto, a proposta tem gerado críticas entre alguns senadores republicanos, que argumentam que os EUA estão a ceder demasiado à República Islâmica. Em resposta, Trump defendeu que o acordo em negociação será superior ao pacto nuclear assinado em 2015 pelo então Presidente Barack Obama, que ele considera “um dos piores” acordos já feitos pelos EUA.

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Trump argumentou que o acordo de Obama, que limitava o enriquecimento de urânio iraniano em troca do levantamento de sanções, era “um caminho direto para o Irão desenvolver uma arma nuclear”. Ele garantiu que isso não se repetirá com o novo acordo, afirmando que “na verdade, é o contrário”.

Por fim, Trump reiterou a posição dos EUA em relação ao programa nuclear iraniano, afirmando que “eles não podem desenvolver ou adquirir uma arma ou bomba nuclear”. Esta questão continua a ser um dos principais pontos de discórdia nas negociações, mesmo com Teerão a afirmar que o seu programa é pacífico e que tem o direito legítimo de o desenvolver.

Leia também: O impacto das sanções económicas no Irão.

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Fonte: Sapo

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