Governo alerta para impacto económico das tensões no Médio Oriente

O Governo português manifestou a sua preocupação face ao impacto económico resultante do ressurgimento das tensões no Médio Oriente. Os recentes ataques entre os Estados Unidos e o Irão, especialmente na região do estreito de Ormuz, criaram um clima de incerteza que pode afetar os preços dos combustíveis. Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças, referiu que a situação é “bastante incerta e volátil”, e que a expectativa inicial de uma normalização após um acordo recente foi frustrada.

Em declarações feitas em Bruxelas, à margem de uma reunião do Eurogrupo, o ministro sublinhou que a escalada do conflito pode ter consequências negativas para a economia portuguesa, especialmente se os preços do petróleo voltarem a subir. “Se voltarmos a ter uma situação de conflito e um agravamento do preço do petróleo, isso tem naturalmente consequências negativas na economia”, afirmou Sarmento.

O Governo está atento à evolução da situação e aos seus impactos, especialmente no que diz respeito aos preços dos combustíveis. Sarmento indicou que, apesar de a situação orçamental de 2025 ter apresentado melhores resultados do que o esperado, é necessário agir em função das circunstâncias que se vão desenrolando. “Vamos ver que efeitos isto vai ter nas próximas semanas e atuar em conformidade”, acrescentou.

Portugal já anunciou que irá beneficiar do alívio das regras orçamentais da União Europeia, uma medida proposta pela Comissão Europeia que visa acomodar despesas energéticas. Esta flexibilização permitirá ao país aumentar o investimento público em áreas como a energia e a segurança energética, sem comprometer o cumprimento das normas de défice e dívida da UE.

O ministro também mencionou a necessidade de discutir com a Comissão Europeia quais medidas poderão ser incluídas para mitigar os impactos. “A nossa expectativa é que os apoios já decididos, como os descontos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos e o apoio ao gasóleo agrícola, possam ser incluídos na cláusula de escape”, disse.

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Citando dados recentes da Comissão Europeia, Sarmento alertou que, caso não sejam adotadas mais medidas, o impacto orçamental das iniciativas portuguesas poderá rondar os 0,2% do PIB. A escalada das tensões no Médio Oriente levanta, assim, preocupações sobre a segurança do abastecimento energético e os efeitos na economia global, com a possibilidade de uma subida dos preços do petróleo e um aumento da incerteza nos mercados.

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Fonte: ECO

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