O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de ter utilizado um míssil de alcance intermédio, conhecido como Orechnik, com capacidade nuclear, durante intensos bombardeamentos noturnos. Esta ação resultou em várias vítimas e danos significativos em infraestruturas.
Na sua mensagem publicada no Telegram, Zelensky descreveu os ataques, afirmando que “três mísseis russos atingiram uma infraestrutura de abastecimento de água, um mercado incendiado e dezenas de edifícios residenciais”. O presidente ucraniano não poupou críticas a Vladimir Putin, referindo que “eles estão mesmo loucos” ao lançar o Orechnik contra a cidade de Bila Tserkva.
Este foi o terceiro ataque em que o míssil nuclear foi utilizado na Ucrânia, levantando preocupações sobre a escalada do conflito. As autoridades locais reportaram que os bombardeamentos russos atingiram Kiev e a sua região, resultando em quatro mortos e mais de 60 feridos. Vitali Klitschko, presidente da Câmara de Kiev, confirmou que a capital foi “duramente atingida”, com um balanço de dois mortos e 56 feridos apenas na cidade.
Além disso, duas outras vítimas foram registadas na região de Kiev, incluindo uma criança com menos de um ano. Klitschko assegurou que “as equipas de resgate continuam a remover os escombros” e que os centros de saúde da cidade estão a funcionar normalmente, prestando assistência aos feridos.
A Força Aérea da Ucrânia revelou que, durante este bombardeamento, a Rússia utilizou mais de 600 drones e mísseis de diferentes tipos, com Kiev como alvo principal. Foram abatidos 549 drones e intercetados 55 mísseis russos. O ataque envolveu, segundo os militares ucranianos, 54 mísseis de cruzeiro e mais de 30 mísseis balísticos.
De acordo com informações do The Kyiv Independent, a Rússia terá lançado cerca de 50 mísseis e até 700 drones contra a Ucrânia, com a capital a ser o foco de um dos maiores ataques do último ano. A situação continua a ser monitorizada de perto, uma vez que os bombardeamentos têm um impacto significativo na vida dos cidadãos ucranianos.
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Fonte: Sapo





