Zelensky rejeita estatuto de membro associado da UE para a Ucrânia

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, manifestou-se este sábado contra a proposta do chanceler alemão, Friedrich Merz, que sugeriu que a Ucrânia fosse considerada um “membro associado” da União Europeia (UE). Zelensky afirmou que a integração da Ucrânia na UE deve ser total, sublinhando que “não pode haver um projeto europeu completo sem a Ucrânia”.

Em uma mensagem publicada na rede social X, o líder ucraniano destacou que o lugar da Ucrânia na União Europeia deve ser pleno. “Estamos a trabalhar ativamente com os nossos parceiros na UE para aproximar a Ucrânia da União Europeia”, acrescentou, enfatizando a luta do seu país pela independência e pela paz na Europa.

Zelensky também expressou a necessidade de “alcançar progressos significativos” nas negociações com a UE, sublinhando a importância da segurança do povo ucraniano. O conselheiro presidencial ucraniano, Dmitry Litvin, comentou que o estatuto de “membro associado” deixaria a Ucrânia “sem voz” nas decisões europeias.

A proposta de Merz foi apresentada numa carta enviada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, e ao primeiro-ministro de Chipre, Nikos Christodoulidis, que atualmente preside o Conselho da UE. Na carta, Merz sugeriu que a ideia de um estatuto de “membro associado” para a Ucrânia fosse debatida na próxima reunião informal de líderes europeus, marcada para 18 e 19 de junho em Bruxelas.

Segundo a proposta, a Ucrânia, como “membro associado”, teria o direito de participar nas reuniões do Conselho Europeu e do Conselho da UE, embora sem direito a voto. Além disso, teria acesso a lugares no Parlamento Europeu sem poder de voto e um membro na Comissão Europeia sem pasta. Merz argumentou que essa abordagem permitiria à Ucrânia dar um passo significativo em direção à adesão total à UE.

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Desde o início da invasão russa, em 28 de fevereiro de 2022, a Ucrânia solicitou a adesão à União Europeia, e as negociações formais começaram em junho de 2024. A busca pela integração total da Ucrânia na UE continua a ser uma prioridade para o governo ucraniano.

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Ucrânia na UE Ucrânia na UE Nota: análise relacionada com Ucrânia na UE.

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Fonte: Sapo

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