A Via Verde deu início, a 1 de julho, à cobrança de portagens por quilómetro para veículos pesados em quase toda a rede de autoestradas dos Países Baixos, incluindo algumas estradas provinciais e municipais. Esta nova abordagem foi anunciada pela empresa, que faz parte do consórcio NedLinq, liderado pelo grupo Brisa e que inclui também a Ascendi O&M e a Yunex Traffic.
O sistema de portagens eletrónicas substitui o antigo modelo de Eurovinheta, uma taxa fixa aplicada a veículos com mais de 12 toneladas. Agora, a cobrança é feita com base na distância percorrida por veículos pesados com mais de 3,5 toneladas. Este modelo assenta no princípio do utilizador-pagador, promovendo uma utilização mais justa das infraestruturas rodoviárias.
De acordo com a Via Verde, este novo sistema de portagens pesados permite uma cobrança proporcional ao uso das estradas, tendo em conta as emissões de dióxido de carbono (CO2) de cada veículo. As tarifas são ajustadas com base em fatores ambientais, o que representa um passo importante na direção da sustentabilidade.
Para efetuar a cobrança por quilómetro, os veículos utilizam um identificador de localização que opera com tecnologia GPS/GNSS. Este sistema permite calcular o valor a pagar consoante o percurso realizado, eliminando a necessidade de barreiras físicas ou paragens, o que torna o processo mais eficiente.
A presença da Via Verde nos Países Baixos começou em dezembro de 2024, com a implementação da cobrança eletrónica de portagens na A24/Blankenburgverbinding. Esta tecnologia foi desenvolvida pela A-to-Be, também do grupo Brisa, e pela aquisição da Axxès, uma empresa francesa especializada em soluções de portagem eletrónica para veículos pesados.
O CEO da Via Verde, Eduardo Ramos, destacou que este novo projeto internacional representa um marco na aplicação do conhecimento português em sistemas de mobilidade cada vez mais digitais, interoperáveis e sustentáveis. Ele também sublinhou que a liderança do consórcio NedLinq é um reconhecimento da vasta experiência da Via Verde, que conta com mais de três décadas na cobrança de portagens e na simplificação da mobilidade.
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Fonte: ECO





