A Infraestruturas de Portugal (IP) tem uma nova administração, com Duarte Pitta Ferraz a assumir o cargo de presidente não executivo e Paulo Carmona como CEO. Esta mudança surge após a saída de Miguel Cruz, que ocupava a presidência executiva e cujo mandato se previa terminar no final de 2024. A nova equipa já foi aprovada em assembleia-geral realizada na passada sexta-feira.
Paulo Carmona, que anteriormente liderava a Direção Geral de Energia e Geologia, traz uma vasta experiência ao cargo. Entre 2006 e 2009, foi CEO da Prio e, posteriormente, presidiu à Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis. O novo CEO é também consultor estratégico da Entidade Reguladora do Setor Energético.
A nova administração executiva da IP é agora composta por sete membros, incluindo Rui Coutinho como vice-presidente, Ana Rita Matos como CFO, e os membros Maria Helena Campos e Alberto Aroso. Este alargamento da equipa surge após a renúncia de Gina Pimentel no ano passado, que deixou a administração com apenas cinco gestores.
Carlos Fernandes, que tem sido uma figura central no desenvolvimento do projeto de alta velocidade ferroviária em Portugal, foi reconduzido como vice-presidente. Este projeto, que já conta com o apoio dos principais partidos, é um dos focos da nova administração. Além de Carlos Fernandes, Maria Amália Freire de Almeida também se junta à nova equipa executiva.
Duarte Pitta Ferraz, que já integrava a administração da IP como vogal, é professor na Nova SBE e sócio da consultora Ivens Governance Advisors. O seu currículo inclui cargos de relevância em várias empresas e instituições, como o Banco Europeu de Investimento e a Cruz Vermelha Portuguesa. Com a sua nomeação, Pitta Ferraz deixa de integrar a Comissão para as Matérias Financeiras da IP.
O modelo de gestão da IP é dualista, dividindo-se entre o Conselho de Administração Executivo e o Conselho Geral e de Supervisão (CGS). O CGS é responsável pela supervisão e alinhamento estratégico das decisões do conselho executivo com os interesses dos acionistas.
A nova administração da IP terá a responsabilidade de liderar um ambicioso plano de investimento, com foco na ferrovia. O projeto de Alta Velocidade entre Porto e Lisboa é o mais destacado, mas a IP também se compromete a concluir os investimentos previstos no Plano Ferroviário Nacional. Recentemente, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, referiu a necessidade de acelerar a execução dos investimentos na área ferroviária.
A IP é a empresa pública com o maior orçamento para investimento, beneficiando de parcerias público-privadas. O aumento do número de administradores visa precisamente acelerar a capacidade de execução dos projetos. A Autoridade de Mobilidade e Transportes (AMT) já identificou fragilidades estruturais que afetam a execução dos investimentos, o que reforça a importância da nova administração.
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Fonte: Sapo





