TAP regista prejuízo de 40 milhões no primeiro trimestre de 2026

A TAP anunciou, esta segunda-feira, um prejuízo de 39,9 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026. Apesar deste resultado negativo, a companhia destaca uma melhoria significativa de 63,1% em comparação com o prejuízo de 108,2 milhões de euros registado no mesmo período do ano anterior. Este desempenho é atribuído a uma forte melhoria da performance operacional e a um impacto positivo das variações cambiais, que somaram 28,9 milhões de euros.

No comunicado, a transportadora aérea sublinha que o primeiro trimestre foi marcado por um desempenho positivo, com um crescimento das receitas e uma melhoria relevante nos resultados operacionais, mesmo num contexto de sazonalidade e de um ambiente macroeconómico desafiador. As receitas operacionais atingiram 914,4 milhões de euros, o que representa um aumento de 11% em relação ao ano passado, impulsionado principalmente pelo aumento das receitas de passagens e pela melhoria das receitas unitárias, num cenário de crescimento da capacidade de 3,9%.

Entre janeiro e março, a TAP transportou 3,7 milhões de passageiros, um aumento de 6,4% face ao primeiro trimestre de 2025. Este crescimento foi particularmente notável nos mercados da América do Sul e América do Norte, que registaram aumentos de cerca de 15% e 10%, respetivamente. Durante este período, a companhia operou 27,3 mil voos, o que representa um incremento de 1,5% em relação ao ano anterior.

Em termos de resultados operacionais, a TAP registou um EBITDA recorrente de 95,5 milhões de euros e um EBIT recorrente de -36,1 milhões de euros, melhorando em 92,6 milhões e 83,1 milhões de euros, respetivamente, em comparação com o primeiro trimestre de 2025. O load factor, que mede a eficiência do transporte, subiu para 83,5%, um aumento de 4,8 pontos percentuais.

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A TAP mantém uma posição de liquidez sólida, com 879,8 milhões de euros disponíveis a 31 de março de 2026. O rácio de dívida financeira líquida em relação ao EBITDA melhorou para 2,2 vezes, refletindo uma redução da dívida e um reforço na geração operacional de resultados.

Contudo, a companhia antecipa que o impacto dos preços do combustível será significativo nos próximos trimestres. Luís Rodrigues, CEO da TAP, afirmou que a empresa continuará a priorizar a disciplina e a eficiência, além de implementar um controlo rigoroso de custos e ajustes nas tarifas de combustível. “Num contexto exigente, garantiremos um crescimento sustentável”, sublinhou Rodrigues.

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Fonte: ECO

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