No recente Festival ECO, Pedro Santa Clara partilhou uma reflexão provocadora sobre a necessidade de adaptação em tempos de mudança. Durante uma conversa com a reitora de uma universidade, ele recordou que, apesar das instituições terem séculos de existência, como os dinossauros, a falta de evolução pode levar à extinção. Esta metáfora ilustra a urgência de se abraçar a criatividade e a inovação, temas centrais nas discussões do evento.
O painel, que contou com a presença de João Diogo Marques da Silva, co-CEO da Galp, enfatizou que, em um mundo sem um mapa claro, a criatividade deve ser um guia. Os oradores destacaram que a arte e a cultura são essenciais para estimular a criatividade nas empresas. Miguel Cardoso Pinto, líder da EY-Parthenon Portugal, sublinhou que a arte, seja através de murais ou música, tem o poder de conectar emoções e inspirar novas formas de pensar.
Joana Pitanga, artista plástica, acrescentou que a arte urbana pode democratizar o acesso à cultura, tornando-a acessível a todos. Para ela, a integração da arte nas instituições é uma oportunidade ainda pouco explorada em Portugal. A conversa sobre a importância da criatividade e da arte foi um dos destaques do festival, que também abordou a necessidade de transformação nas organizações.
João Marques da Silva, da Galp, partilhou a sua visão sobre a adaptação necessária em grandes empresas, especialmente em setores em transformação devido às questões climáticas. Ele comparou o desafio de inovar a pilotar um avião em pleno voo, enfatizando que a mudança é imperativa.
O festival também explorou a relação entre a arte e a empatia. José Eduardo Martins, advogado, e Ana Bárbara Pedrosa, escritora, discutiram como a velocidade da informação nas redes sociais tem dificultado o debate profundo e a reflexão. Ana Bárbara destacou a polarização da sociedade e a necessidade de um diálogo mais construtivo, onde a empatia desempenha um papel crucial.
A conversa entre o advogado Nuno Cerejeira Namora e o escritor Pedro Chagas Freitas trouxe à tona a diferença entre empatia genuína e a falsa empatia. Chagas Freitas partilhou a sua experiência pessoal, sublinhando que a verdadeira empatia vai além da pena, envolvendo uma compreensão mais profunda do outro.
O festival culminou com uma reflexão sobre a colaboração, simbolizada pela metáfora de uma orquestra. António Brochado Correia, presidente da PwC Portugal, e o maestro Martim Sousa Tavares discutiram como a colaboração é fundamental em ambientes de trabalho e como as artes podem enriquecer a capacidade de pensar e trabalhar em equipa.
O Festival ECO, que celebrou uma década de existência, deixou uma mensagem clara: a criatividade, a empatia e a colaboração são essenciais para construir uma sociedade mais rica e plural. Através do diálogo e da reflexão, o evento procurou inspirar mudanças que beneficiem todos.
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Fonte: ECO





