O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou confusão esta quarta-feira ao ameaçar “pulverizar” Omã, um dos aliados do seu país, confundindo-o com o Irão. Durante uma intervenção pública, após um conselho de ministros na Casa Branca, Trump também fez uma confusão semelhante ao misturar o Irão com a Venezuela.
“Omã deverá comportar-se como os outros, ou então será necessário pulverizá-lo”, afirmou o chefe de Estado norte-americano, numa declaração que surpreendeu muitos. A ameaça surge num contexto em que Trump foi questionado sobre o controlo do estratégico estreito de Ormuz, uma via marítima vital, por Omã e pelo Irão. O Presidente dos EUA rejeitou essa possibilidade, garantindo que a passagem permanecerá “aberta a todos”.
“São águas internacionais. Nós vamos monitorizá-las, mas ninguém as controlará”, assegurou Trump, tentando acalmar as tensões na região. A confusão entre Omã e o Irão não é nova, uma vez que o bilionário de 79 anos tem um histórico de erros semelhantes, como confundir a Albânia com a Arménia ou a Islândia com a Gronelândia.
Além das suas declarações sobre Omã, Trump também comentou a situação económica dos Estados Unidos, afirmando que a economia continua próspera, “apesar do conflito com a Venezuela, que já não possui marinha, que já não possui força aérea”. Esta descrição do Irão como um país militarmente aniquilado é uma narrativa que Trump tem utilizado frequentemente.
A confusão gerada por Trump levanta questões sobre a sua compreensão da geopolítica da região e as implicações que essas declarações podem ter nas relações internacionais. A situação em torno do estreito de Ormuz é delicada, e a segurança das rotas marítimas é uma preocupação constante para os países que dependem do comércio através desta passagem.
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Fonte: ECO





