Trabalhadores da AIMA anunciam greve de quatro dias em junho

O Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) anunciou uma greve na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) para os dias 1, 2, 3 e 5 de junho de 2026. A paralisação surge num contexto de insatisfação crescente entre os trabalhadores, que se queixam de problemas estruturais que afetam tanto o seu bem-estar como a eficiência dos serviços prestados.

De acordo com o STM, as condições de trabalho têm vindo a degradar-se, com um aumento da pressão sobre os funcionários, sem que haja um reforço adequado de recursos humanos e técnicos. Além disso, os trabalhadores apontam a falta de uma carreira específica como um dos principais problemas a serem resolvidos. A incapacidade de resposta rápida aos processos de regularização tem gerado preocupações, não apenas para os técnicos, mas também para os cidadãos estrangeiros que dependem destes serviços.

Outro ponto crítico levantado pelo sindicato é o recurso ao outsourcing para funções que exigem elevada complexidade técnica. Esta prática, segundo o STM, compromete a qualidade do serviço público e deteriora a imagem institucional da AIMA, afetando o reconhecimento e valorização dos profissionais que nela trabalham.

Os trabalhadores criticam ainda a falta de medidas eficazes por parte do governo, que não têm garantido dignidade, estabilidade e valorização das funções dos técnicos de migração. O STM lamenta o incumprimento de compromissos assumidos anteriormente e reafirma a sua disponibilidade para o diálogo, apelando a uma abertura negocial por parte das entidades competentes.

Recentemente, foram enviadas mensagens a mediadores socioculturais e colaboradores da AIMA sobre reuniões sindicais que poderão levar a ausências ao trabalho. Uma das comunicações, a que a Lusa teve acesso, revela que a AIMA tem recebido notificações de diferentes estruturas sindicais sobre a realização de reuniões em várias localidades. A agência advertiu que essas ausências devem ser comunicadas à entidade empregadora, uma vez que o vínculo laboral dos mediadores é com as associações parceiras.

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Até ao momento, a AIMA não se pronunciou sobre o anúncio da greve nem sobre as mensagens enviadas às associações. A situação continua a ser monitorizada, com a expectativa de que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas.

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Fonte: ECO

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