Israel anunciou a suspensão das suas relações com António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, numa decisão que surge após a inclusão do país numa “lista negra” relacionada com violência sexual em conflitos. O embaixador israelita na ONU, Danny Danon, expressou a indignação de Telavive, afirmando que “chegámos ao fim com este secretário-geral”, numa mensagem divulgada na plataforma X.
A missão israelita na ONU esclareceu que esta suspensão implica o congelamento das relações com o gabinete de Guterres até ao final do seu mandato, que termina a 31 de dezembro de 2023. A inclusão de Israel na lista negra, que também menciona o grupo terrorista Hamas, foi uma decisão das Nações Unidas, mas ainda não foi oficialmente tornada pública.
Relatos da imprensa israelita indicam que o Serviço Prisional de Israel e outras entidades governamentais foram adicionadas a esta lista da ONU. O clima entre Telavive e a ONU deteriorou-se acentuadamente após o ataque do Hamas a Israel, ocorrido a 7 de outubro de 2023, e a subsequente retaliação militar israelita na Faixa de Gaza.
Desde então, as autoridades israelitas cortaram todos os laços com a agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), acusando-a de estar infiltrada pelo Hamas. A relação entre António Guterres e o governo israelita tem-se tornado cada vez mais tensa, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a não responder aos telefonemas do secretário-geral desde a data do ataque.
Em outubro de 2024, as autoridades israelitas declararam Guterres como “persona non grata”, proibindo a sua entrada em Israel. Na altura, Telavive justificou esta decisão com a alegação de que Guterres não condenou de forma clara os ataques perpetrados contra Israel. Esta situação reflete a crescente fricção entre Israel e a ONU, que poderá ter repercussões significativas nas relações diplomáticas futuras.
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António Guterres António Guterres António Guterres Nota: análise relacionada com António Guterres.
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Fonte: ECO





