Miguel Coelho, deputado do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Lisboa, anunciou a suspensão do seu mandato na sequência de investigações relacionadas com adjudicações, incluindo casos na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior. A decisão foi comunicada na quinta-feira, 28 de maio de 2026, e surge no contexto da operação Imergente, que está a investigar contratos que ascendem a dois milhões de euros.
Em comunicado, Miguel Coelho explicou que a sua decisão visa garantir que a situação não afete o trabalho do grupo municipal do Partido Socialista, nem o funcionamento da Assembleia Municipal. “Não quero que esta situação fragilize a muito necessária fiscalização ao executivo municipal”, afirmou. O ex-presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior enfatizou a sua disposição para colaborar com as autoridades, reafirmando a sua confiança na sua conduta. “Defender-me-ei com a consciência tranquila quanto à minha conduta e com a mesma honradez que sempre procurei colocar no meu percurso cívico e político”, acrescentou.
A operação Imergente, que está a ser conduzida pelas autoridades, tem como foco várias adjudicações que levantaram suspeitas. Miguel Coelho, que tem uma longa carreira política, considera que a suspensão do mandato é uma medida necessária para salvaguardar a integridade do trabalho do Partido Socialista em Lisboa.
Esta situação levanta questões sobre a transparência nas adjudicações públicas e a responsabilidade dos políticos em casos de investigações. A decisão de Miguel Coelho pode ser vista como uma tentativa de proteger não apenas a sua imagem, mas também a do partido que representa.
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Aguardam-se agora mais desenvolvimentos sobre a operação Imergente e as implicações que esta poderá ter para Miguel Coelho e para a Assembleia Municipal de Lisboa.
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Fonte: ECO





