O turismo em Portugal continua a mostrar sinais de crescimento, com o setor do alojamento turístico a registar 2,9 milhões de hóspedes e 7,2 milhões de dormidas em abril. Estes números representam um aumento homólogo de 2,4% nas dormidas e 0,6% no número de hóspedes, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este crescimento é, em grande parte, impulsionado pela procura externa, com um aumento significativo de visitantes provenientes do Canadá e dos Países Baixos.
Os proveitos totais do setor atingiram 600,7 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento somaram 453,1 milhões de euros, refletindo aumentos anuais de 5,2% e 4%, respetivamente. O INE destaca que o crescimento das dormidas foi sustentado exclusivamente pelo mercado externo, embora tenha havido um ligeiro abrandamento em comparação com meses anteriores. As dormidas de não residentes aumentaram 1,2%, um valor inferior ao crescimento de 2,9% registado em março, totalizando 5,2 milhões.
Os principais mercados emissores de turistas continuam a ser dominados pelo Reino Unido, que, apesar de uma ligeira queda de 0,5% em abril, detém uma quota de 17,8% do total de dormidas de não residentes. O mercado alemão segue na segunda posição, com uma quota de 11,9% e um aumento de 4,5%. O mercado norte-americano ocupa a terceira posição, com um crescimento de 6,5%, representando 9,7% do total.
Entre os mercados que mais cresceram, destacam-se o canadiano e o neerlandês, que registaram aumentos de 12% e 9,9%, respetivamente. Por outro lado, o mercado italiano sofreu uma queda significativa de 9,7%, a maior desde março de 2021.
Em termos regionais, o Alentejo e o Norte de Portugal foram as áreas que mais beneficiaram, com crescimentos homólogos nas dormidas de 8,4% e 4,1%, respetivamente. Em contraste, o Centro e a Região Autónoma dos Açores registaram as maiores diminuições, com quedas de 8,7% e 7,5%. As regiões do Algarve (25,9%), Grande Lisboa (24,6%) e Norte (18,6%) concentraram, juntas, 69,2% do total de dormidas.
Entre os residentes, o Alentejo e a Região Autónoma da Madeira destacaram-se com aumentos nas dormidas de 9,7% e 9,2%. Por outro lado, a Região Autónoma dos Açores e o Centro apresentaram os maiores decréscimos, com quedas de 16,3% e 8,4%, respetivamente.
Relativamente às dormidas de não residentes, o Alentejo (+6,1%) e o Norte (+5,2%) continuam a ser os locais mais procurados, enquanto o Centro registou o maior decréscimo com uma queda de 9,1%.
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Fonte: ECO





