Hoje, cerca de 57 mil militantes do Partido Social Democrata (PSD) têm a oportunidade de votar na reeleição de Luís Montenegro para um terceiro mandato à frente do partido. Montenegro é o único candidato e, segundo os dados oficiais, 56.887 militantes estão habilitados a participar nas 13.ªs eleições diretas do PSD, das quais 63% são homens. Esta mudança no direito de voto resulta de uma alteração estatutária que permite que todos os militantes com quotas pagas nos últimos dois anos possam votar, ao contrário do que acontecia anteriormente, onde era exigida a regularização da quota no mês da eleição.
As votações decorrem em todo o país entre as 14:00 e as 19:00, coincidindo com a eleição dos delegados para o 43.º Congresso Nacional do PSD, agendado para os dias 20 e 21 de junho em Anadia, onde serão eleitos os restantes órgãos do partido. Luís Montenegro, que votará na sua secção em Espinho, anunciou a realização destas diretas em março, surpreendendo os militantes ao antecipar o processo eleitoral, que estava previsto para setembro de 2024.
Este movimento foi interpretado como uma resposta a Pedro Passos Coelho, que tem feito críticas à atual liderança do PSD. Montenegro desafiou qualquer membro que tivesse uma “visão alternativa” a apresentar-se, mas Passos Coelho rapidamente esclareceu que não é candidato a nada, afirmando que, se algum dia o for, será apenas por um “imperativo de consciência”.
As críticas de Passos Coelho têm aumentado, com comparações a “políticos postiços” e “prostitutos sem caráter”, numa conversa pública com o líder do Chega, André Ventura. Luís Montenegro, que foi eleito pela primeira vez presidente do PSD em 28 de maio de 2022, tem enfrentado desafios significativos durante os seus mandatos, incluindo a vitória em duas legislativas antecipadas e a recuperação da presidência da Associação Nacional de Municípios e de Freguesias.
Na sua moção de recandidatura, intitulada “Trabalhar – Fazer Portugal Maior”, Montenegro reafirma o compromisso de não estabelecer soluções de governo com o Chega ou com o PS, mas sublinha a importância do diálogo político. Ele defende que o “não é não” em relação ao Chega não deve impedir a negociação com as oposições, especialmente com os partidos que têm representação suficiente para viabilizar iniciativas.
Montenegro também admitiu, na sua apresentação pública, que ainda tem a maioria absoluta “na mira”, apesar de defender que a legislatura deve ser cumprida até 2029. A reeleição de Luís Montenegro poderá moldar o futuro do PSD e a sua estratégia política nos próximos anos.
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Fonte: ECO





