Moção de censura do PSD critica gestão da Câmara de Almada

A Assembleia Municipal de Almada vai debater na próxima semana uma moção de censura apresentada pelo PSD, que critica a liderança socialista do município por falhas na gestão de várias crises, incluindo a crise da água, proteção civil, habitação e higiene urbana. O documento, ao qual a agência Lusa teve acesso, será discutido na reunião agendada para o dia 21 deste mês.

Os social-democratas afirmam que esta moção de censura não é resultado de um único incidente, mas sim de uma série de falhas acumuladas em áreas essenciais. Entre as principais críticas, o PSD destaca a resposta tardia da Câmara Municipal e dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) em relação à recente crise de abastecimento de água. Segundo o partido, houve falhas de planeamento e comunicação, o que agravou a situação.

“A crise da água apenas evidenciou um padrão de gestão que já existia: os problemas aumentam, as respostas são lentas e a responsabilidade é sempre atribuída a terceiros”, afirmam os social-democratas. Além da gestão da água, o PSD critica a demora na revisão do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, a falta de um novo protocolo com os bombeiros e a resposta inadequada aos desalojados dos temporais de fevereiro.

Outro ponto levantado pelo PSD é a degradação da higiene urbana e as falhas no fornecimento de energia em algumas áreas, como o Bairro do Matadouro. A falta de transparência na gestão também é uma preocupação, com atrasos na resposta a pedidos de informação e reuniões realizadas à porta fechada.

Com base nas suas críticas, o PSD propõe que a assembleia declare “esgotada a confiança política” na presidente da Câmara, Inês de Medeiros, e nos vereadores responsáveis. O partido sugere que sejam tomadas “consequências políticas”, incluindo a renúncia ou a entrega de pelouros.

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A moção de censura também recomenda a realização de uma auditoria independente aos SMAS e à gestão da crise da água, além de exigir um relatório detalhado sobre a resposta municipal em áreas críticas. O PSD quer ainda que a Câmara apresente um plano corretivo com medidas concretas para resolver os problemas identificados.

O Chega já anunciou que irá apoiar a moção de censura do PSD. A Câmara Municipal de Almada, liderada por Inês de Medeiros, é composta por quatro elementos do PS, três da CDU, dois do PSD e dois do Chega. Apesar da moção de censura, mesmo que aprovada, não terá efeito prático na continuidade do executivo, já que não é vinculativa.

Nos últimos dias, moradores de várias zonas do concelho têm reportado falhas sucessivas no abastecimento de água, levando à criação de uma petição que já conta com mais de quatro mil assinaturas, exigindo medidas urgentes para resolver a situação.

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Fonte: ECO

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