Bolsa de Lisboa em queda com petróleo a subir devido a conflitos

A Bolsa de Lisboa iniciou a sessão desta segunda-feira em queda, registando uma desvalorização de 0,28%, situando-se nos 9.050,24 pontos. Este desempenho negativo reflete um sentimento de incerteza que também afeta os principais índices europeus, com exceção das bolsas da Alemanha e de Itália.

Na bolsa portuguesa, as maiores quedas foram observadas nos CTT, que desceram 0,58% para 6,03 euros, seguidos pela NOS, que caiu 0,57% para 5,23 euros, e pela Teixeira Duarte, que registou uma descida de 0,35% para 0,42 euros. Outras empresas como a Semapa, a Sonae e a Mota-Engil também apresentaram resultados negativos.

Por outro lado, o Banco Comercial Português (BCP) destacou-se em terreno positivo, subindo 1,02% para 0,94 euros. A EDP Renováveis e a EDP também valorizaram, com aumentos de 0,99% e 0,80%, respetivamente. Além destas, a Galp Energia, a Altri, a Corticeira Amorim e a Navigator também apresentaram resultados favoráveis.

No panorama europeu, a maioria dos índices está no vermelho. O DAX da Alemanha subiu ligeiramente 0,02%, enquanto o CAC 40 de França desceu 0,03% e o FTSE 100 do Reino Unido caiu 0,30%. O AEX dos Países Baixos e o IBEX 35 de Espanha também registaram quedas, enquanto o FTSE MIB da Itália subiu 0,27%.

A valorização do petróleo, que subiu 3% para 93,86 dólares por barril de brent e 3,22% para 90,17 dólares por barril de crude, está a ser impulsionada pelos recentes ataques dos Estados Unidos ao Irão. O euro, por sua vez, registou uma ligeira valorização de 0,01% face ao dólar, situando-se em 1,16622 dólares, enquanto perdeu 0,11% em relação à libra, cotando a 0,86579 libras.

Os ataques realizados pelos Estados Unidos no Irão, que visaram sistemas de radar e controlo de drones, têm gerado uma onda de tensão na região. O Comando Central do exército dos EUA (Centcom) confirmou que estas operações ocorreram no fim de semana, em resposta a ações agressivas do Irão, incluindo o abate de um drone norte-americano em águas internacionais.

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A Guarda Revolucionária do Irão, por sua vez, anunciou que respondeu a estes ataques, sublinhando que qualquer repetição da ofensiva norte-americana terá consequências graves. O Kuwait também relatou que as suas defesas aéreas interceptaram disparos de drones e mísseis, sem especificar a localização dos incidentes.

Este cenário de instabilidade geopolítica está a influenciar o mercado, refletindo-se na Bolsa de Lisboa e nas cotações do petróleo. A situação permanece em evolução, e os investidores devem estar atentos às próximas movimentações.

Leia também: O impacto das tensões no mercado de petróleo.

Bolsa de Lisboa Bolsa de Lisboa Bolsa de Lisboa Nota: análise relacionada com Bolsa de Lisboa.

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Fonte: Sapo

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